Por que o PSDB-DF vem perdendo espaço a cada eleição?

images (3)Por Fred Lima

A resposta para esta pergunta é simples e clara: ao apoiar diferentes grupos políticos e antagonistas no DF, o PSDB passou a ser como o PMDB no plano nacional, mas o resultado da fórmula foi o contrário do que aconteceu com o partido de Sarney. Enquanto o PMDB só cresceu por causa de seu fisiologismo político, o PSDB-DF encolheu e hoje é um nanico no cenário político brasiliense.

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As medidas impopulares e a reação petista

Reprodução

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Dilma passou toda a campanha insinuando que se Aécio Neves vencesse iria apresentar um pacote de medidas impopulares criado por Armínio Fraga, escolhido para ser ministro da Fazenda, caso o tucano fosse eleito presidente da República. É interessante notar que quem começou a apresentar um pacote de medidas impopulares, nesta semana, após ser reeleita, foi Dilma, como o aumento da gasolina, da energia elétrica e dos juros.

Os petistas sempre tiveram reações diferentes em se tratando de medidas impopulares. Veja:

No governo FHC: maldito sociólogo, inimigo dos trabalhadores e companheiro da classe neoliberal!

No governo Dilma: coitada da presidenta! Vamos rezar para que ela consiga enfrentar todos os percalços e sair vitoriosa!

É pra rir ou pra chorar?

Sobre virtudes e hábitos. A vitória de Dilma, uma análise quase aristotélica

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Por Luiz Reis

A recente vitória da presidenta Dilma, que pegou de surpresa grande parte da mídia e dos analistas políticos, não deveria nos surpreender tanto assim. Ao contrário das afirmações descabidas sobre um suposto uso eleitoreiro dos programas sociais, seria mais correto afirmar justamente o contrário. Utilizando a visão aristotélica de virtude este artigo busca expor causas para a reeleição e sobre a vitória do PT que desmentem as razões elencadas e bradadas aos quatro ventos.

Na Ética a Nicômaco podemos ler a seguinte afirmação: “o discernimento não pode ser conhecimento científico nem arte… ele é uma qualidade racional que leva à verdade no tocante às ações…”. Para Aristóteles, a virtude é o hábito, ela pressupõe a prática e ninguém pode ser virtuoso apenas na teoria. O discernimento se conquista lentamente, poder olhar de forma esclarecida é um processo.

O Brasil evolui em Educação fundamental e básica, isso é inegável, ao mesmo tempo uma parte grande da população consegue ter aceso ao ensino superior. Muitos casos de pessoas que declaram ser as primeiras em suas famílias a conseguir um diploma são mais comuns do que afirmaria alguém de fora do mundo educacional. Esta transformação surge num contexto de programas sociais que levam à escola, que estimulam a independência econômica, ao contrário do que afirmam os detratores dos programas de inclusão, e que transformam os motivos do voto.

O que já foi experimentado e se apresenta como novo foi rejeitado em todo país. O candidato a governador do DF Jofran Frejat repetia a toda hora representar a mudança, mas ninguém acreditou nele. O candidato Aécio adorava repetir a palavra mudança, deve ter sido a palavra que ele mais usou ao lado de valores, mas teve adeptos majoritariamente entre os eleitores mais retrógrados e conservadores. O discernimento vem do hábito, o brasileiro sabia que estes candidatos não eram o novo, o que levou a uma rejeição de suas candidaturas.

A virtude é um hábito, uma população capaz de discernir entre o falso novo e um governo progressista. A vitória de Dilma se deve então a um esclarecimento que tira as pessoas da minoridade e destrói discursos velhos que se apresentam como novo. Ao rejeitar a tese do conservadorismo travestido de mudança, nosso povo deu uma aula a grande parcela de nossa intelectualidade e, em especial, a parte da mídia que acha que apenas votar em A ou B pode ser tido como consciente. Esta transformação pode ser considerada revolucionária no sentido de indicar de forma nada aristotélica que as transformações engendram novas mudanças e que este processo muda a cara de um país e de um povo.

O Brasil não foi descoberto em 2003

Lula e FHC, na posse do petista, em 2003. Reprodução

Lula e FHC, na posse do petista, em 2003. Reprodução

Por Fred Lima

Durante a campanha, Dilma recorreu ao mesmo método de Lula para desconstruir a imagem da era FHC. Com a chegada do PT ao poder, uma propaganda eficaz, mas enganosa, incutiu no senso comum da população de que antes de Lula o país era um caos.

A verdade é que o Plano Real foi o big bang da prosperidade econômica no país. Ao combater a hiperinflação, a moeda mais importante da história do Brasil deu condições suficientes para o governo Fernando Henrique organizar a economia e começar a traçar um planejamento de longo prazo para combater a pobreza. Lula, que sucedeu o tucano, foi beneficiado pelas ações de seu antecessor.

ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA

Gerou efeitos negativos aos trabalhadores durante a gestão de FHC. Todavia, naquela conjuntura, era inevitável a não dosagem do remédio amargo, para depois, quando cessassem as crises externas, o país pudesse respirar e colher os frutos que foram plantados em sol escaldante e terra seca.  O Brasil, sem as medidas impopulares tomadas por Fernando Henrique em seu segundo mandato, hoje seria semelhante a um Paraguai. Sem a conquista da estabilidade econômica não haveria distribuição de renda depois.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Corrupção grave é justificada por distribuição de renda. Deu, pode roubar! Ou estou mentindo? O problema é que a tal da distribuição de renda é pura enganação como vem sendo feita nos últimos anos. Põe o salário mínimo nas alturas, mas esquecem de dizer que a inflação está vindo por trás e corroendo todo o poder de compra do brasileiro.

PRESIDENTE DILMA X CANDIDATA DILMA

A política econômica de Dilma foi desastrosa, pois permitiu o aumento da inflação, onde tivemos o menor crescimento econômico desde os governos Collor e Floriano Peixoto. Durante a campanha, Dilma atacou duramente os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), afirmando que eram apoiados por banqueiros. Com a saída de Guido Mantega em seu segundo mandato, Dilma vem sondando o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, para assumir a Fazenda, provando que a presidente Dilma pensa muito diferente da candidata Dilma.

Da Redação

FHC: ”Dilma merece o nobel por tanta incompetência econômica”

FHCFHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro

Um dos personagens da campanha para presidente da república, embora não dispute cargos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) centrou fogo na candidata do PT, Dilma Rousseff. Em entrevista exclusiva ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, FHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro.

“Dilma merecia ganhar o prêmio nobel por tanta incompetência econômica. Ela vive dizendo que eu quebrei o País por três vezes, por conta do empréstimo feito ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Foram duas vezes. Quando fui ministro da fazenda, o Brasil estava em moratória. O empréstimo serviu para restabelecermos o fluxo financeiro internacional. Pedimos empréstimo ao FMI porque esta mais barato e para permitir que o governo de Lula (que o sucedeu) tivesse condições de colocar em ordem, em função da crise provocada pela ameaça de eleição do próprio Lula. Pedi o empréstimo com a anuência do Lula. Há uma má-fé extaordinária. Fico triste de ver a Dilma repetir esse assunto durante a campanha”, confessou.

Para o tucano, a tática do PT é repetir mentiras para que se tornem verdade absoluta. “Eles demonizam os adversários ou o passado. Quando deixei o governo (no fim de 2002) fui para a Europa. O Lula passou por lá e me telefonou. Conversamos um bom tempo e ele passou o telefone para o Palocci (ministro da Fazenda de Lula), que me agradeceu pelo governo que fiz. Tanto que o próprio Lula se empenhou para que Armínio Fraga continuasse no Banco Central. Hoje o Lula quer reconstruir a história denegrindo a imagem do que foi feito no passado para realçar o que foi feito depois”.

Ouça a entrevista:

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Fernando Henrique aproveitou para “criticar” a postura que outros tucanos tomaram quando estavam disputando a presidência da república (José Serra e Geraldo Alckmin), de “esconder” que faziam parte do governo do PSDB. “O clima era pesado por conta da críticas contra o meu governo e os candidatos tinham receio de defender o meu governo. O que é um erro. Tanto que Aécio está defendendo o meu governo e está bem nas pesquisas. Não tenho o que esconder do meu governo.

NORDESTE – FHC reconheceu que os governos de Lula e Dilma foram mais atenciosos com o Nordeste que o dele. “Não tenho dúvida, mas a conjuntura no governo deles era mais favorável. O PT estendeu os programas sociais porque o panorama era melhor. Tenho ligação e preocupação com o Nordeste. Meus avós são nordestinos, de Alagoas. A transformação da região após a tragédia da seca começou no meu governo. O Porto de Suape foi finalizado no meu governo. Dilma diz que não fizemos nada na energia da região. Paulo Afonso (complexo de usinas hidrelétricas) tem cinco máquinas geradoras. Três foram feitas no meu governo. Meu vice-presidente (Marco Maciel) era pernambucano”, finalizou.

Fonte: JC Online

Dilma tem mais chances de vencer; o gigante nunca existiu

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Por Fred Lima

Tudo indica que Dilma será reeleita. O gigante nunca acordou, aliás, ele jamais existiu. Os manifestantes de junho do ano passado podem, hoje, ser comparados aos caras pintadas que contribuíram para derrubar Collor, mas que nunca saíram às ruas para protestar contra o mensalão e o petrolão, escândalos muito mais graves do que aquele que estourou em 1992.

Conheço pessoas que passaram 4 anos criticando o governo Dilma, mas votarão na candidata-presidente. Fazem, inclusive, campanha para ela. Dá para entender? Claro que sim! O PT pregou uma placa de elitizado na testa do PSDB. E não é que colou!? É verdade que alguns tucanos mantêm certo ar de governantes de grandes capitais, o que ajudou bastante para a criação da falsa imagem de elitistas que não gostam de pobres. Sendo assim, os “críticos” de Dilma ainda preferem votar nela a trazer de volta o PSDB ao poder.

O mundo conspira a favor do PT desde 2003. Com o fim das crises externas que impactavam negativamente os países e o Brasil nos anos 90, o PT governou por 6 anos (2003-2008) no melhor período da economia mundial das últimas quatro décadas. Com a estabilidade econômica consolidada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, Lula só precisou dar continuidade e colher os louros da bonança externa e do Plano Real. Foi mais fácil distribuir renda, ao contrário de FHC, que teve que cortar na carne para segurar a estabilidade da moeda nas crises que enfrentou.

O horizonte dá sinais claros de que o segundo governo Dilma tem tudo para ser pior do que o primeiro. A oposição se fortaleceu no Congresso Nacional, e os partidos da base aliada vão cobrar a fatura de apoio. Além disso, o desvendar do escândalo do petrolão pode trazer sérios problemas para o governo. Não sabemos direito quem são os políticos envolvidos. O desenrolar do episódio pode até respingar em Dilma, dependendo do que Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, delatores do esquema, revelaram à Justiça. Não bastassem todos esses percalços, Dilma ainda teria que mudar completamente sua equivocada política econômica para tirar o país da recessão, enfrentando, ao mesmo tempo, a crise externa.

Em caso de vitória, Dilma começará seu segundo mandato com quatro pontos de interrogação. Dificilmente conseguirá em quatro anos resolvê-los. O mais fácil de solucionar seria a distribuição de cargos entre os aliados. No entanto, teria que enfrentar as acusações de uma oposição dura que seria composta, no Senado, pelo quarteto de tucanos Aécio Neves, José Serra, Tasso Jereissati e Antônio Anastasia.

O brasileiro sempre se conformou com as moedas que são jogadas ao chão.  O desinteresse da população com os escândalos de corrupção é uma prova disso. Não é a toa que vários coronéis ficam por muito tempo no poder em diversas regiões do país, com apenas uma exigência: fazer carinho e jogar moedas aos pobres. Roubar muito é normal quando se distribui um pouco.

Da Redação