E agora, Tadeu?

Reprodução

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Por Fred Lima

O PMDB-DF está no poder desde 1998, com a eleição de Joaquim Roriz ao GDF. O ecletismo do partido é tão gritante que, mesmo quando não foi governo, apoiou outras forças políticas antagônicas na Capital Federal, como Agnelo e Arruda. Agora, pela primeira vez em 16 anos, o PMDB deixará o poder.

Alguns correligionários culpam a sede por poder do vice-governador Tadeu Filippelli, que não abandonou o barco quando viu há mais de 1 ano que Agnelo não seria reeleito.

Como maior partido do país, o PMDB aprendeu a lição que nem sempre o fisiologismo político se dá bem.

Da Redação

As cores da política do DF vêm perdendo a tonalidade

Divulgação

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Por Fred Lima

Guardian Notícias

Brasília já foi uma capital de muita movimentação política. Nas ruas, em período eleitoral, os militantes partidários tomavam conta da cidade promovendo passeatas nos semáforos, distribuindo “santinhos” de políticos aos motoristas e bradando os nomes de seus candidatos.  De quatro em quatro anos, a maioria da população do DF se dividia entre o azul e vermelho, as duas cores predominantes dos principais partidos à época: PMDB e PT.

O cansaço com a polarização desses dois partidos levou o brasiliense a seguir para uma terceira via, o verde, a cor que simboliza a esperança. A grande maioria da população quis colocar um galho de arruda atrás da orelha.

Com o passar do tempo, o ramo de arruda que havia florejado, secou. A esperança do verde se transformou em uma cor parda e seca, ou seja, morreu. A folha seca acabou matando os sonhos de muitos brasilienses que, até então, admiravam o tom da esperança.

Com o desaparecimento do verde, a cidade acabou optando novamente pelo vermelho, a cor que para muitos lembra o sangue e a luta. Com isso, o povo almejava uma batalha contra a corrupção e os problemas da área da saúde. No entanto, dessa vez aconteceu um fato inédito: o vermelho se aliou ao azul e, juntos, se misturaram e resultaram em uma cor roxa, fria, confusa, que não simbolizava nada.

Novamente o eleitor se decepcionou. E agora, promete se vestir de preto nas eleições de outubro, como uma forma de protesto, anulando o voto, caso não surja uma cor inédita que possa dar o tom necessário que a cidade precisa.

PPS e PSB são partidos que ainda não governaram o DF. Quem sabe não chegou à vez do rosa, uma cor feminina, que transmite sensibilidade, delicadeza e muita personalidade? Ou então o amarelo da cor do sol, com seus raios que iluminam?

As cores são apenas uma forma metafórica de analisar a política local. Elas dizem muito sobre o atual cenário em que estamos vivendo. Brasília cansou do azul, vermelho e verde, e de suas fusões.

Chegou a hora de pintar essa cidade com uma nova cor consistente, que não perca a tonalidade com o passar do tempo.

O pincel está nas mãos do eleitor. Ele é quem decide com que cor vai querer pintar a capital.