Auditoria da Petrobras aponta indícios de formação de cartel

 

PetrobrasInvestigação descobriu também “descontrole” nas obras da refinaria Abreu e Lima

Uma auditoria interna da Petrobras, concluída em novembro e anexada aos documentos da Operação Lava Jato na última sexta-feira, aponta indícios de formação de cartel entre empreiteiras investigadas no esquema, como OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, Engevix e Iesa. As informações são da Folha de S. Paulo.

Continuar lendo

Nome do vice Michel Temer aparece em planilha de empreiteira do Petrolão

untitled (4)PF apreendeu na Camargo Corrêa lista de políticos e respectivos valores

A Polícia Federal apreendeu planilhas na sede da empreiteira Camargo Correa, em São Paulo, com nomes de políticos como o vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao lado de valores em dólares e de obras de infraestrutura estimadas também na moeda estrangeira. Os políticos aparecem em tabelas, organizadas por partidos. Os políticos citados nas planilhas vem acompanhados por números isolados. A primeira tabela é reservada aos políticos do PT. São feitas duas referências a Temer no documento, cada uma seguida pelo valor de US$ 40 mil.

Continuar lendo

Programa REBOBINAGEM POLÍTICA

No programa desta semana, o jornalista Fred Lima fala sobre denúncias exclusivas ao blog de dois graves escândalos de corrupção (Petrobras e Itaipu), bem como da condenação do deputado distrital Ronêy Nemer (PMDB), além de cobrar do governador reeleito Marconi Perillo (PSDB-GO), a implantação da tarifa de R$ 1,00 para o transporte público do Entorno, conforme promessa de campanha. Fred ainda cobrou explicações do secretário de Saúde do município de Valparaíso de Goiás. Assista:

Fonte no Planalto revela que a PF já sabe do envolvimento de Lula no Petrolão

Reprodução

Reprodução

Por Fred Lima

Ontem o blog recebeu a informação de uma fonte do Palácio do Planalto, que não quis ser identificada, de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está envolvido “até o pescoço” no Petrolão, e que a Polícia Federal já dá como certa a participação de Lula no esquema, aguardando apenas a chegada de provas documentais de contas secretas de petistas vindas de paraísos fiscais na Suíça e na Holanda.

A ordem no Planalto é isolar Dilma da crise, tentando descolar a presidente das falcatruas que ocorreram durante o governo Lula na petrolífera, missão considerada quase impossível, já que Dilma, na época, foi presidente do Conselho de Administração da estatal.

Se for confirmado o que revelou a fonte do Planalto, o sonho de Lula em retornar à Presidência da República foi para o ralo.

Da Redação

Escândalo Petrobrás já mudou o País

220_Prisão de 23 grandes executivos de empreiteiras brasileiras pela Polícia Federal deixou a cúpula petista muda e sem reação.

Por Kleber Karpov

Após se reeleger por uma diferença de cerca de 4 milhões de votos, antes de assumir o segundo mandato, Dilma tem que lidar com vários desafios: redefinir a equipe de governo de primeiro escalão, principalmente a econômica; conter a resistência do PMDB que se aproveita da fragilidade petista nas urnas, para se impor no cenário político; manter autonomia em relação as vontades de Lula que tenta indicar nomes para ministérios; sobreviver a oposição ferrenha por parte do PSDB e aos movimentos populares.

Mas tudo isso virou fichinha uma vez que a cúpula petista, sobretudo Dilma, terá que lidar com uma bomba com o desenrolar do que virou o maior escândalo do país, a operação Lava Jato da Polícia Federal, ou Petrolão, como ficou popularmente conhecido.

O “H” da bomba, necessariamente não está na prisão dos executivos, mas do ex-diretor de serviços da Petrobrás entre 2004 e 2012, Renato Duque, indicado por José Dirceu, apontado por delatores do petrolão por ser o responsável pelo recolhimento de propinas das empreiteiras da Petrobrás e repasse da fatia ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Isso assusta a cúpula petista por deixar claro que as investigações da PF estão avançando rapidamente e podem chegar rapidamente em Vaccari, mas também no ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.

Dilma se deparou com notícia da prisão dos executivos das maiores empresas empreiteiras do País, pela PF (15/Nov), durante viagem para a Austrália para participar de reunião do G20, bloco que compõe os 20 potências econômicas mundiais. Na ausência da presidente, a base governista se recolheu, seja por medo, por surpresa ou para tentar buscar uma saída ou reação à movimentação inesperada da PF em relação às prisões.

Nesse cenário o que se viu, com o estouro das prisões, foi a conhecida estratégia de guerra fria das superpotências no pós-guerra, de colocar países pequenos para guerrear entre si em nome de interesses das grandes nações. Nesse contexto coube ao  deputado federal, Vicentinho (PT), as vezes de porta-voz do governo. Para tentar justificar a posição do PT em relação às prisões da PF, em entrevista à Rede Globo, Vicentinho, soltou a pérola: “Não indicamos para cometer crimes.”.

Passado o susto que já resultou em movimento que concentrou mais de 10 mil pessoas em São Paulo, pedindo o impeachment de Dilma, finalmente as vozes da cúpula petista se pronunciaram. É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que traz um discurso vazio de politização das investigações da PF, e de tentativa de se instaurar um “terceiro turno”.

Nos bastidores Cardozo tenta intimidar os delegados envolvidos na investigação da Operação Lava Jato da PF, ao acionar a Corregedoria da PF para que se investigue esses profissionais. Isso por utilizarem da livre manifestação e compartilharem, durante as eleições, materiais de campanha de Aécio Neves (PSDB) ou expressarem opiniões em relação à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula, nas redes sociais.

Dilma por sua vez que permanece blindada, enquanto o operador do petrolão, o doleiro, Alberto Youssef, não apresenta as provas vazadas pela revista Veja, dos depoimentos da delação premiada, em que afirma que tanto Lula quanto Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, pode explorar o discurso do doa em quem doer, ou que “vai mudar o Brasil para sempre”.

O país já mudou presidenta! Graças a Justiça brasileira e principalmente a PF, enquanto o presidente da República não intervir e usar a prerrogativa de nomear o diretor responsável da Instituição, aprovada recentemente pela Medida Provisória (MP) 657/2014, pelo papel imprescindível para garantir que tais mudanças continuem a melhorar a vida dos brasileiros.

Que venha o cancelamento da delação premiada de Youssef por mentir à Justiça ou o Impeachment de Dilma, por mentir para a sociedade brasileira.

Fonte: Política Distrital

Aécio Neves defende nova CPI da Petrobras em 2015

Aécio NevesAÉCIO VAI ARTICULAR NOVA CPI SE A ATUAL NÃO APRESENTAR RESULTADOS CLAROS

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quinta-feira, 6, que vai articular a criação de uma nova CPI mista da Petrobras em 2015 para investigar as denúncias de corrupção envolvendo a estatal, caso a comissão atual encerre suas atividades sem apresentar resultados claros. “Vamos cobrar que as investigações continuem”, disse Aécio em entrevista à Rádio Estadão.

Na sua volta ao Senado após a derrota pela disputa à Presidência, Aécio condicionou o estabelecimento de um diálogo com o governo Dilma Rousseff à investigação das denúncias contra a estatal. Segundo ele, o “nível do diálogo” vai depender de “gestos claros” da presidente. “Se no encerramento da CPI mista este ano, em dezembro, não estiverem ainda elucidados em profundidade todo esse esquema, quem ele atingiria, quais suas ramificações dentro do governo, já anunciei que a partir do dia 1º de fevereiro, na reabertura do Congresso, vamos iniciar a coleta de assinaturas para uma outra CPI mista”, afirmou durante a entrevista, a primeira concedida a uma rádio de São Paulo após as eleições.

Atualmente, duas comissões estão em curso no Congresso, a CPI do Senado e uma CPI mista, composta por deputados e senadores. Nessa quarta, uma articulação da base aliada e também da oposição na CPI mista decidiu barrar a convocação e convites a políticos citados no esquema. O PSDB atuou para impedir a convocação do empresário Leonardo Meirelles, ligado ao doleiro Alberto Youssef. À Justiça Federal, o doleiro disse que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto neste ano, também recebeu dinheiro do esquema.

De acordo com Aécio, o PSDB, do qual é presidente nacional, tem uma “minoria pouco expressiva na CPI mista”. “O governo é que define as oitivas. Eu não participei dessas reuniões. No que depender de mim, se não for possível chamar ainda este ano, que isso seja feito a partir do início do ano que vem”, disse.

Questionado se a investigação também não vai atingir seu partido, o senador afirmou que defende a apuração, mas que a responsabilidade pelo andamento dela é do atual governo. “Tem que investigar todo mundo. Se houver alguém de outro partido tem que ser punido exemplarmente”, afirmou.

A proposta de articular uma nova comissão também foi aventada por integrantes da base aliada do governo Dilma. O regimento do Congresso determina o fim das comissões parlamentares antes do começo de uma nova legislatura.

O líder da bancada do PMDB, e favorito para presidir a Câmara em 2015, Eduardo Cunha (RJ) declarou na semana passada ser favorável uma nova CPI da Petrobras. (AE)

Fonte: Diário do Poder

A política e o jeitinho brasileiro

images (1)Por Fred Lima

Mais de uma semana após as eleições, muitos cidadãos ainda estão perguntando: Por que o brasileiro continua elegendo políticos suspeitos de corrupção? Não é uma pergunta tão difícil de responder. Sobre essa tolerância da sociedade com a corrupção, o sociólogo Alberto Carlos Almeida, em sua obra A Cabeça do Brasileiro, cita uma pesquisa da PESB – Pesquisa Social Brasileira com relação ao “jeitinho brasileiro”: 

A questão fundamental é simples: seria o jeitinho a ante-sala da corrupção? Pode-se afirmar que quanto maior é a sua aceitação, maior também é a tolerância social à corrupção? Os resultados da PESB parecem indicar que a resposta a ambas as perguntas é sim. Ao contrário da moralidade norte-americana, a brasileira admite a existência de um meio-termo entre o certo e errado. Quanto maior for a utilização e aceitação desse meio-termo, maiores serão as chances de que haja uma grande tolerância em relação à corrupção. (ALMEIDA, 2007. p. 48).

            Qual seria então a causa de aceitação do meio-termo no Brasil com relação à corrupção? Acredito ser os benefícios pessoais, além do carisma que certos políticos usufruem para continuar enganando as massas. O pensamento do senso comum é: se distribuir benefícios e tratar o povo com simpatia, pode roubar à vontade! 

            Após o resultado da eleição presidencial, muitas pessoas inconformadas tentaram transferir a culpa para o Nordeste devido à reeleição da presidenta Dilma, já que a região vota em peso no PT desde a eleição de 2002. Engana-se quem pensa que foi o Nordeste que reelegeu Dilma. Claro que a região foi fundamental para a vitória da petista, mas não foi somente lá que ela recebeu muitos votos. No Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a candidata-presidente recebeu mais votos do que Aécio Neves. 

            Então o que levou Dilma a ser reeleita? Uma série de fatores, incluindo a competência de seu marqueteiro, João Santana, além da aceitação do meio-termo por parte dos eleitores da presidenta, já que foi em seu governo que estourou o maior escândalo de corrupção da História do Brasil, o Petrolão, que fez a Petrobras ser transformada em um balcão de negócios pelo PT em favor dos partidos aliados que apoiam o Planalto no Congresso Nacional. 

            O jeitinho brasileiro está presente em todas as classes sociais. Como os xenofóbicos anti-nordestinos conseguem explicar o porquê de Paulo Maluf (PP-SP) ter sido o deputado mais votado do país na eleição de 2010, um político procurado pela Interpol e acusado por uma série de escândalos de corrupção? Ora, São Paulo não é o estado mais rico da federação?

            A tese “rouba, mas faz” é aceita tanto por ricos quanto por pobres, e pode estar enraizada tanto na sociedade que tem só o ensino fundamental quanto na que tem doutorado. 

            A maioria da população ainda segue à risca o meio-termo entre o certo e o errado. Enquanto o jeitinho brasileiro ou a ignorância imperar no coletivo teremos políticos corruptos ou coniventes com a corrupção exercendo os maiores cargos públicos deste país. 

Da Redação

Como todos os delatados, Gleisi e Bernardo negam relação com Youssef

A senadora nega conhecer Youssef.

A senadora nega conhecer Youssef.

A SENADORA INFORMOU AINDA QUE AVALIA “COM SEUS ADVOGADOS, QUAIS PROVIDÊNCIAS LEGAIS ASSUMIRÁ EM RELAÇÃO AO CASO”.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) informou, via assessoria de imprensa, que “não conhece Alberto Youssef”. “Desconheço completamente os fatos”, informou Gleisi. “Todas as doações constam na prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral.” A senadora informou ainda que avalia “com seus advogados, quais providências legais assumirá em relação ao caso”.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que “não pediu nem recebeu qualquer importância” e que nunca falou com o doleiro Alberto Youssef. “Reafirmo o que já lhe disse: desconheço esse assunto. Nunca falei com o senhor Youssef, por qualquer meio.”

Negar que conhece quem os delata tem sido comum entre os políticos acusados de se beneficiarem do esquema de corrupção da Petrobras, conhecido por Petrolão. Segundo Youssef, uma pessoa da confiança dele entregou o dinheiro, em um shopping de Curitiba,  a uma pessoa da confiança do casal.

Bernardo confirmou conhecer o dono do shopping citado pelo doleiro, mas nega qualquer irregularidade. O proprietário do shopping, localizado em Curitiba, foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos.

Fonte: Diário do Poder

Petição quer investigação do petrolão pelo FBI

Dilma e Paulo Roberto da Costa, o “Paulinho”, como Lula o chama. Foto: Petrobras Dados e Fatos

Dilma e Paulo Roberto da Costa, o “Paulinho”, como Lula o chama. Foto: Petrobras Dados e Fatos

PETIÇÃO À CASA BRANCA QUER O FBI INVESTIGANDO O ESCÂNDALO E PREJUÍZOS À BOLSA DE NOVA YORK

Nova petição no site da Casa Branca cobra investigação nos Estados Unidos sobre o escândalo do Petrolão devido às perdas causadas pelo esquema de corrupção na estatal brasileira a investidores estrangeiros. Ações da Petrobras são negociadas na Bolsa de Nova York e a denúncia de desvios bilionários, nos governos Lula e Dilma, também afetou a reputação da empresa no mercado de capitais americano.

Acionistas da Petrobras podem cobrar prejuízos na Justiça dos EUA se for confirmado o envolvimento de dirigentes da estatal no Petrolão.

A iniciativa pede que o FBI, a Polícia Federal dos EUA, e a SEC, a Comissão de Valores Mobiliários de lá, façam “rigorosa investigação”.

Caso atinja a marca de 100 mil assinaturas até o dia 30 de novembro, a petição passará por análise da Casa Branca e terá resposta oficial.

Outra iniciativa pede um posicionamento sobre o avanço bolivariano no Brasil e deve ter resposta oficial, pois já superou 133 mil assinaturas.

Fonte: Diário do Poder