Marina diz que pagou ‘preço alto’ por ter divulgado programa de governo

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Derrotada no primeiro turno da eleição presidencial deste ano, a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) afirmou, em sua primeira entrevista exclusiva após o encerramento da disputa pelo Palácio do Planalto, que pagou um “preço muito alto” por ter divulgado com antecedência seu programa de governo. Sem citar nomes, a ex-ministra do Meio Ambiente disse ao programa Roberto D’Avila, da GloboNews, que seus adversários usaram as propostas apresentadas pela campanha do PSB para desconstruir sua candidatura.

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Aécio e Marina fizeram pré-acordo para 2018

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Por Fred Lima

Ainda faltam quatro anos, mas conforme informações obtidas por uma fonte que esteve presente e acompanhou a conversa, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) acenaram para um possível pacto político para a próxima eleição presidencial. Segundo a fonte, Aécio seria o candidato à Presidência e Marina a vice. Ambos, inclusive, desenharam uma forma de atuação até lá, com Aécio e a oposição combatendo ferozmente o governo no Congresso, e Marina mostrando as incoerências de Dilma e do PT desde a vitória da presidente, como a ex-senadora já vem fazendo por meio das redes sociais.

O plano entre os dois não contempla uma possível candidatura de Geraldo Alckmin ou José Serra ao Planalto no lugar de Aécio, algo que Marina não aceitaria ser vice de nenhum deles em hipótese alguma, apesar de ter menos resistências ao nome de Serra.

Quanto a Aécio, o senador mineiro promete fazer de tudo para manter a política café com leite e seguir com prestígio no cenário brasileiro, sendo o candidato do PSDB no próximo pleito.

Da Redação

Em ringue eletivo dedo de eleitor pode derrotar lutador

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Por Kleber Karpov

Na disputa presidencial Marina Silva (Rede/PSB) foi nocauteada com golpes de direita e de esquerda sem o menor pudor. De um lado a lógica da propaganda eleitoral que armou Dilma Rousseff (PT) com 11 minutos e Aécio (PSDB) com quase cinco para juntos desferirem golpes contra Marina.  Do outro, a formação ou manipulação da opinião pública, regadas por desconstruções, sobretudo após a alteração do plano de governo do PSB, atribuído a intervenções de um certo pastor. Marina alega que os golpes foram regrados de mentiras. E pelo jeito a acertaram acima da linha da cintura. Resultado: a candidata do PSB foi à lona após resistir bravante as cacetadas da polarização.

Já no segundo turno, a disputa entre Aécio e Dilma não é diferente. Mas dessa vez, em uma pancadaria mais equilibrada. Aécio sobe ao ringue com as vantagens da torcida organizada de vários partidos apostando em sua vitória; e dos depoimentos dos delatores da Petrobrás cuspindo participações ilícitas do PT na lona, no cantinho reservado à Dilma, o que gerado alguns escorregões.

Mas chama a atenção dois casos fora do circuito do campeonato nacional em que os lutadores aparentemente têm escolhido estratégias aparentemente equivocadas. No estadual do Rio de Janeiro, o candidato a governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), abriu a retaguarda após tentar nocautear o adversário, senador Marcelo Crivella (PRB), ao associá-lo à Igreja Universal do Reino de Deus e ao Bispo Edir Macedo. Considerando que o estado conta com uma população estimada em 40% de evangélicos, isso tem lhe rendido muitas reclamações dos eleitores e torcedores ao juiz. Muitos que já haviam declarado voto, quer dizer, feito as apostas em Pezão recuaram, o que pode render a perda significante de pontos.

Já no campeonato do Distrito Federal a torcida começa a vaiar o lutador, candidato a governador Jofran Frejat (PR), que tenta nocautear Rodrigo Rollemberg (PSB).

Frejat substituiu o ex-candidato, José Roberto Arruda (PR), após levar cartão vermelho dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) e em seguida do Tribunal Superior de Justiça (STJ), após ser condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), por ter jogado sujo com a população do Distrito Federal, o que lhe sujou a ficha.

Jofran tinha considerável vantagem no primeiro round pelas pontuações acumuladas por Arruda antes de substitui-lo. Mas no segundo, pulou no ringue mirando na cabeça e aparentemente tem acertado os próprios pés.

Isso porque os golpes desfechados por Frejat tem se limitado quase que tão somente a desqualificar Rollemberg e reafirmar a experiência. Sem mostrar os golpes novos, como as transmissões das lutas pela mídia e pelas redes sociais acontecem em tempo real, o que se vê são os apostadores preconizando Frejat beijando a lona, caso não consiga imobilizar seu adversário.

Com pouco mais de uma semana das eleições, os candidatos à eleição ou reeleição em segundo turno lutam bravamente pelo medalhão de ouro que garantirá reino absoluto pelos próximos quatro anos. Resta saber quem resistirá no ringue até o fim da luta. Façam suas apostas!

Mordeu e assoprou? Com Marina, não!

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Por Fred Lima

O PT promoveu uma das maiores campanhas de desconstrução de imagem contra Marina Silva no primeiro turno. Agora, com a saída da candidata do PSB da disputa, o mesmo PT tenta cortejá-la para apoiar Dilma contra Aécio. No entanto, Marina já deu sinais claros de que não apoiará Dilma em nenhuma circunstância, assim como Beto Albuquerque, seu vice na chapa.

O debate da Globo onde as duas candidatas bateram boca após o enceramento do bloco de perguntas mostrou a indignação de Marina com Dilma, Lula e o PT.

O PT de 2014 é o mais agressivo de todos desde 2002. Talvez Dilma conseguiu imprimir seu jeito de governar e fazer política ao partido.

Da Redação

Debate tem choque entre grandes, piadas e falhas de Bonner

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Último debate entre os presidenciáveis ocorreu na noite desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a dois dias da eleição

O último debate entre os presidenciáveis realizado na noite desta quinta-feira pela TV Globo foi marcado pelo embate entre direto os principais candidatos, Marina Silva (PSB), Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) também estavam presentes e contribuíram para acalorar ainda mais a discussão.

A corrupção marcou o primeiro bloco do programa. Entre os temas abordados, se destacaram a CPI da Petrobras e o Mensalão Mas foi a homofobia que colocou fogo neste primeiro momento do debate e causou uma das maiores discussões da noite.

Na primeira oportunidade que tiveram, Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) confrontaram Levy Fidelix (PRTB) em relações as declaração feitas do debate anterior, no último domingo, em que pediu enfrentamento a gays e foi duramente criticado, e chamado de nojento, nas redes sociais. Luciana Genro abriu fogo: “Tu devia ter saído daquele debate algemado, direto para a prisão […] isso só não ocorreu pois não temos lei que criminalize a homofobia”, disse Luciana ao candidato do PRTB. Levy Fidelix, por sua vez, revidou não só a ela, mas também a Eduardo Jorge, a quem acurou “não ter moral” para fazer tais críticas já que o candidato do PV “propõe que o jovem consuma maconha” e “faz apologia ao crime”.

A segunda etapa do debate foi marcada por discussões sobre corrupção, privatização de estatais, e independência (ou autonomia) do Banco Central, tema sobre o qual Dilma e Marina travaram forte embate. Marina lembrou, por exemplo, que Dilma havia  defendido a ideia em 2010 e que a “autonomia do Banco Central serve para evitar que a inflação cresça “como está crescendo no governo” de Dilma. A atual presidente, por sua vez, declarou que Marina não sabia diferenciar autonomia de independência.

A candidata a reeleição também foi alvo de ataques de seus principais rivais no que diz respeito ao escândalo da Petrobras. “No meu governo, a Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros, teremos uma gestão que engrandece a empresa, e que não a diminua como foi feito no seu governo”, disse Marina a Dilma Roussef. O fato de Dilma supostamente desconhecer os casos de corrupção vinculados à gestão da estatal também foi colocado em dúvida pelos concorrentes.

“É lamentável o que acontece hoje no Brasil. Infelizmente a presidente Dilma Rousseff diz que não sabia que uma pessoa estava praticando atos de corrupção dessa magnitude durante 12 anos no seu governo. Se não fosse o trabalho da Polícia Federal, ainda teríamos a continuidade dessas pessoas que estavam assaltando os cofres públicos [em referência ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa]”, declarou a candidata do PSB em dado momento do debate.

Dilma se defendeu, contra-atacando Marina e disse: “O seu diretor de fiscalização do Ibama foi afastado no meu governo por desvio de recursos e eu não saí dizendo por aí que você tinha acobertado corrupção, esse diretor nós investigamos, nós prendemos. No passado ninguém prendia ninguém”. A candidata do PT também argumentou que, em seu gorveno, combateu a corrupção: “não escondi debaixo do tapete, não varri e não engavetei. Dei autonomia para a Justiça investigar.”

Nos dois últimos blocos, habitação popular, projetos sociais e segurança pública foram abordados pelos participantes. Não faltaram críticas à situação carcerária e promessas de que projetos sociais, como o Bolsa-Família seriam não apenas mantidos, como aprimorados.

O que também não faltou durante todo o debate foram falhas do mediador, o apresentador William Bonner, que se atrapalhou diversas vezes, ao coordenar as réplicas e tréplicas dos candidatos, e ao esquecer de sortear os temas sobre os quais os participantes teriam de formular as questões aos rivais.

As piadas de Eduardo Jorge também foram um dos pontos altos do debate. Ao discutir com Dilma sobre investimentos na educação e comentar sobre a aprovação de 75% dos royalties do pré-sal para a educação, o candidato do PV soltou: “os royalties vão entrar pela porta dos fundos da saúde e a qualidade vai sair pela janela”.

Eduardo também provocou risos na plateia ao dizer para Dilma que o projeto da Farmácia Popular, citado por ela, é de sua autoria. Bem-humorada, a presidente e candidata à reeleição fez um sinal positivo com as mãos.

Fonte: Terra

No Ibope, Dilma tem 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19%; no Datafolha, 40%, 25% e 20%

Ibope e DatafolhaPesquisas Ibope e Datafolha divulgadas nesta terça-feira (30) mostram que a candidata Dilma Rousseff (PT) continua na liderança isolada, mas sem pontuação suficiente para vencer no 1º turno. A diferença de pontos de Marina Silva (PSB) para Aécio Neves (PSDB) caiu nos dois levantamentos. A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No Ibope, Dilma tem 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19%. No Datafolha, Dilma tem 40%, Marina, 25%, e Aécio, 20%. Confira os números:

Ibope (veja a pesquisa completa)
Dilma Rousseff (PT) – 39%
Marina Silva (PSB) – 25%
Aécio Neves (PSDB) – 19%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/nulo – 7%
Não sabe/não respondeu – 7%

SEGUNDO TURNO
– Dilma Rousseff: 42%
– Marina Silva: 38%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 8%

– Dilma Rousseff: 45%
– Aécio Neves: 35%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 8%

– Marina Silva: 38%
– Aécio Neves: 34%
– Branco/nulo: 16%
– Não sabe/não respondeu: 12%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios do país. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, foi realizada entre os dias 27 e 29 de setembro e está registrada no TSE sob o número 00909/2014. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Datafolha (veja a pesquisa completa)
Dilma Rousseff (PT) – 40%
Marina Silva (PSB) – 25%
Aécio Neves (PSDB) – 20%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/nulo – 5%
Não sabe/não respondeu – 5%

SEGUNDO TURNO
– Dilma Rousseff: 49%
– Marina Silva: 41%
– Em branco/nulo/nenhum 7%
– Não sabe: 3%

– Dilma Rousseff: 50%
– Aécio Neves: 41%
– Em branco/nulo/nenhum 7%
– Não sabe: 3%

O Datafolha ouviu 7.520 eleitores em 311 municípios do país. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, foi realizada entre os dias 29 e 30 de setembro e está registrada no TSE sob o número 00905/2014. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.

Fonte: G1

Debate presidencial foi marcado por embates e perguntas sem respostas

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Por Fred Lima

Quem venceu o debate? A meu ver, não houve vencedores. De um lado, Dilma Rousseff (PT), e, de outro, um batalhão de opositores que atacaram bastante a presidente. O melhor momento de Dilma foi quando questionou Marina Silva (PSB) por ter votado contra a Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), já que a candidata do PSB alega que votou a favor, mesmo indo contra o PT, seu partido na época. Marina deu o troco perguntando sobre a indústria do Etanol, um dos calcanhares de Aquiles de Dilma, pois o setor está em total declínio nos últimos quatro anos. Dilma não respondeu, preferindo explicar questionamentos que foram levantados por outros candidatos em perguntas anteriores.

Aécio Neves (PSDB) atacou Dilma por diversas vezes, usando o escândalo da Petrobras e o suposto depoimento do delator Paulo Roberto Costa, conforme noticiado pela revista Veja desta semana, onde teria afirmado que a campanha da então candidata Dilma tinha pedido dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras na eleição de 2010. Em resposta, Dilma assegurou que nunca nomeou nenhum “engavetador-geral da República” (nome dado ao ex-procurador-geral da República no governo FHC, Geraldo Brindeiro), e que seu governo e do presidente Lula deram total liberdade para a Polícia Federal investigar e prender.

Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) fizeram o papel de compadres, atacando Dilma com perguntas feitas um para o outro. Levy polemizou ao atacar duramente os homossexuais, em resposta à pergunta feita por Luciana Genro (PSOL) sobre o tema. A forma estúpida como se referiu aos homossexuais não é compatível com quem almeja ser o representante de todos os brasileiros.

Eduardo Jorge (PV), como em todos os debates, mostrou seu lado cômico ao perguntar sorrindo para Luciana Genro “se pudesse ser presidente” o que faria com a precificação do carbono. Luciana não gostou da ironia de Eduardo Jorge e disse que poderia sim ser eleita.

Eu aponto a pior candidata entre todos os candidatos: Luciana Genro. Radical, libertária, puritana e utópica, Luciana passa a impressão de despreparo total para exercer a Presidência da República no atual sistema político em que vivemos. Se o Brasil um dia se tornar comunista, com certeza ela estaria preparada. Atualmente, jamais.

Mais um debate foi realizado e acredito que os candidatos não conseguiram convencer os eleitores indecisos. Só que na falta de opção, o povo pode pensar: Vamos de Dilma mesmo!

Da Redação

Mudanças na Política e Avanços Sociais

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Por Luiz Reis

Será que estamos diante de uma mudança na Política? E que mudança seria desejada? Estas perguntas rondam todas as conversas dos interessados pela política e pelos rumos que ela toma nos dias atuais. Perguntas de difícil resposta, já que envolvem uma percepção da existência ou não da mudança e quais os fatores que se configuram como seus principais vetores. Investigar estas duas perguntas se apresenta então como o objetivo deste artigo. Inicia-se assim a coluna mensal ContraVisão, que vai sempre analisar questões da atualidade Política e Social com um aporte filosófico e literário como referência.

“Quais os grupos de sensações que dentro de uma alma despertam mais rapidamente, tomam a palavra, dão as ordens: isso decide a hierarquia inteira de seus valores, determina por fim a sua tábua de bens” Nietzsche. Além do bem e do mal. O filósofo aponta para uma escolha física corpórea que determina os valores e escolhas de um indivíduo. Nietzsche aponta que a escolha racional não é um fator decisivo nesta escolha, mas que as sensações seriam as determinantes.

Uma mudança na perspectiva política envolveria então uma mudança nas sensações. Mais do que uma teoria ou um conceito formado, seriam as sensações que determinam uma escolha política ou uma alteração nas necessidades que aparecem como prioridade. O signo da mudança é determinado por percepções que passam por necessidades e anseios, e é ai que deve ser procurada uma orientação para entender a ideia de mudança que ronda as preferências do eleitorado e que é interpretada de forma difusa pelos comentadores da nossa vida eleitoral.

Uma breve olhada para os indicadores sociais mostra uma melhora considerável, principalmente se olharmos para o que se convenciona chamar de classe C. Existe uma inclusão que vai do ensino superior ao consumo de eletrodomésticos. O mercado atual, que se caracteriza por uma situação de pleno emprego, tem uma inclusão sem precedentes na história recente. Uma mudança social que provoca uma mudança de sensações ou sensações que se configuram em uma nova realidade social materializando-se em anseios e críticas ao sistema político.

Assim as perspectivas de parte considerável de grande parte do eleitorado muda consideravelmente. Se olharmos para os mais jovens, onde o clamor de mudança é real e perceptível, vemos um questionamento de situações históricas de problemas em transporte, saúde e educação sendo atacados de frente. Politicas de inclusão da população negra, dos grupos LGBTs e dos movimentos sociais muda a cara das universidades, dos serviços públicos e agora também da vida política.

A recente caída de Marina Silva nas pesquisas pode ser interpretada pela incapacidade da candidata de se mostrar firme em relação a estes dois vetores. Uma visão social ambígua e pouco firme custam cada vez mais votos para a candidata, justamente em grupos jovens identificados com a mudança. Já a presidenta Dilma, depois de um governo de forte apelo social, parece bem à vontade para defender mais políticas inclusivas e ampliação de direitos. Este parece um fator importante para entender o momento atual, em que o aparentemente conservador eleitorado brasileiro parece não engolir mais alguns dos pilares do discurso conservador tradicional.