O Brasil não foi descoberto em 2003

Lula e FHC, na posse do petista, em 2003. Reprodução

Lula e FHC, na posse do petista, em 2003. Reprodução

Por Fred Lima

Durante a campanha, Dilma recorreu ao mesmo método de Lula para desconstruir a imagem da era FHC. Com a chegada do PT ao poder, uma propaganda eficaz, mas enganosa, incutiu no senso comum da população de que antes de Lula o país era um caos.

A verdade é que o Plano Real foi o big bang da prosperidade econômica no país. Ao combater a hiperinflação, a moeda mais importante da história do Brasil deu condições suficientes para o governo Fernando Henrique organizar a economia e começar a traçar um planejamento de longo prazo para combater a pobreza. Lula, que sucedeu o tucano, foi beneficiado pelas ações de seu antecessor.

ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA

Gerou efeitos negativos aos trabalhadores durante a gestão de FHC. Todavia, naquela conjuntura, era inevitável a não dosagem do remédio amargo, para depois, quando cessassem as crises externas, o país pudesse respirar e colher os frutos que foram plantados em sol escaldante e terra seca.  O Brasil, sem as medidas impopulares tomadas por Fernando Henrique em seu segundo mandato, hoje seria semelhante a um Paraguai. Sem a conquista da estabilidade econômica não haveria distribuição de renda depois.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Corrupção grave é justificada por distribuição de renda. Deu, pode roubar! Ou estou mentindo? O problema é que a tal da distribuição de renda é pura enganação como vem sendo feita nos últimos anos. Põe o salário mínimo nas alturas, mas esquecem de dizer que a inflação está vindo por trás e corroendo todo o poder de compra do brasileiro.

PRESIDENTE DILMA X CANDIDATA DILMA

A política econômica de Dilma foi desastrosa, pois permitiu o aumento da inflação, onde tivemos o menor crescimento econômico desde os governos Collor e Floriano Peixoto. Durante a campanha, Dilma atacou duramente os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), afirmando que eram apoiados por banqueiros. Com a saída de Guido Mantega em seu segundo mandato, Dilma vem sondando o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, para assumir a Fazenda, provando que a presidente Dilma pensa muito diferente da candidata Dilma.

Da Redação

FHC: ”Dilma merece o nobel por tanta incompetência econômica”

FHCFHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro

Um dos personagens da campanha para presidente da república, embora não dispute cargos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) centrou fogo na candidata do PT, Dilma Rousseff. Em entrevista exclusiva ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, FHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro.

“Dilma merecia ganhar o prêmio nobel por tanta incompetência econômica. Ela vive dizendo que eu quebrei o País por três vezes, por conta do empréstimo feito ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Foram duas vezes. Quando fui ministro da fazenda, o Brasil estava em moratória. O empréstimo serviu para restabelecermos o fluxo financeiro internacional. Pedimos empréstimo ao FMI porque esta mais barato e para permitir que o governo de Lula (que o sucedeu) tivesse condições de colocar em ordem, em função da crise provocada pela ameaça de eleição do próprio Lula. Pedi o empréstimo com a anuência do Lula. Há uma má-fé extaordinária. Fico triste de ver a Dilma repetir esse assunto durante a campanha”, confessou.

Para o tucano, a tática do PT é repetir mentiras para que se tornem verdade absoluta. “Eles demonizam os adversários ou o passado. Quando deixei o governo (no fim de 2002) fui para a Europa. O Lula passou por lá e me telefonou. Conversamos um bom tempo e ele passou o telefone para o Palocci (ministro da Fazenda de Lula), que me agradeceu pelo governo que fiz. Tanto que o próprio Lula se empenhou para que Armínio Fraga continuasse no Banco Central. Hoje o Lula quer reconstruir a história denegrindo a imagem do que foi feito no passado para realçar o que foi feito depois”.

Ouça a entrevista:

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Fernando Henrique aproveitou para “criticar” a postura que outros tucanos tomaram quando estavam disputando a presidência da república (José Serra e Geraldo Alckmin), de “esconder” que faziam parte do governo do PSDB. “O clima era pesado por conta da críticas contra o meu governo e os candidatos tinham receio de defender o meu governo. O que é um erro. Tanto que Aécio está defendendo o meu governo e está bem nas pesquisas. Não tenho o que esconder do meu governo.

NORDESTE – FHC reconheceu que os governos de Lula e Dilma foram mais atenciosos com o Nordeste que o dele. “Não tenho dúvida, mas a conjuntura no governo deles era mais favorável. O PT estendeu os programas sociais porque o panorama era melhor. Tenho ligação e preocupação com o Nordeste. Meus avós são nordestinos, de Alagoas. A transformação da região após a tragédia da seca começou no meu governo. O Porto de Suape foi finalizado no meu governo. Dilma diz que não fizemos nada na energia da região. Paulo Afonso (complexo de usinas hidrelétricas) tem cinco máquinas geradoras. Três foram feitas no meu governo. Meu vice-presidente (Marco Maciel) era pernambucano”, finalizou.

Fonte: JC Online

O preconceito contraditório contra os nordestinos

Preconceito contra nordestinos nas redes sociais. Reprodução

Preconceito contra nordestinos nas redes sociais. Reprodução

Por Fred Lima

O preconceito com o Nordeste é a mais pura contradição daqueles que agridem os nordestinos por votarem na Dilma e no PT. Em um passado não tão remoto, Fernando Henrique Cardoso se elegeu e foi reeleito pela maioria esmagadora dos nordestinos. Já o PT recebia votos apenas nas grandes capitais do país. Por quê? Explico: O Nordeste sempre votou em peso naqueles que estão no poder – a hegemonia política da família Sarney, que durou muitos anos no Maranhão, é o maior exemplo.

Quando Itamar passou a faixa para FHC, o Plano Real estava em alta e tinha colocado carne na mesa do pobre. A mesma coisa aconteceu na reeleição do tucano. Seria muito estranho o nordestino não votar no PSDB naquela época, o partido idealizador do Real.

Com a chegada de Lula ao poder, as bolsas de distribuição de renda (Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Vale-Gás) foram unificadas e transformadas no Bolsa Família. Com a notável expansão nos últimos 12 anos – algo completamente normal para um programa de médio prazo -, o nordestino agora enxerga o Bolsa Família como mérito apenas do PT, esquecendo que o pai das bolsas foi o PSDB.

Se Aécio Neves vencer a eleição neste ano e sair candidato a reeleição em 2018, com certeza receberá muitos votos na região nordestina, já que prometeu continuar a expandir o Bolsa Família e provará que o terrorismo eleitoral feito pelo PT sobre acabar com o programa foi calúnia. E assim segue a vida, com PT e PSDB se revezando na Presidência, e o Nordeste votando em quem estiver no poder, até o dia que a oposição se torne situação e vice-versa.

Da Redação

Por que FHC não distribuiu renda?

Reprodução

Reprodução

Por Fred Lima

É interessante notar em ano eleitoral alguns questionamentos petistas sobre o governo Fernando Henrique Cardoso. Muitos perguntam: Por que não existia o programa Minha Casa Minha Vida? Por que as bolsas de distribuição de renda não atendiam 45 milhões de famílias? Por que não havia aumento real e contínuo do salário mínimo?

Em primeiro lugar, é importante explicar que nenhum programa social começa atendendo mais de 40 milhões de famílias, pois tudo é uma progressão que inicia por etapas. O programa Bolsa Escola foi implantado em 2001, após o país se organizar economicamente e ter combatido o maior inimigo do brasileiro: a hiperinflação. O Bolsa Escola só saiu do papel quando a inflação foi controlada e derrotada, com o Plano Real já consolidado no sistema econômico brasileiro, depois do fim de diversas crises externas (México, Ásia, Rússia, Argentina, 11/9).

É importante ressaltar que não existe distribuição de renda sem estabilidade econômica. Quando Lula assumiu o país, a estabilidade já tinha sido consolidada durante a era FHC. Os arrochos salariais, a elevação dos juros e o freio nos gastos públicos foram o remédio amargo necessário para impedir a volta da inflação após a devastadora crise cambial da Rússia, em 1999. Com a estabilidade econômica consolidada, Lula não precisou mais se preocupar com a economia – manteve a mesma política econômica de FH, colocando o tucano Henrique Meirelles no Banco Central -, concentrando agora suas forças em outro grande inimigo do brasileiro: a miséria. FHC começou o trabalho em 2001 com o Bolsa Escola, mas Lula, com a economia estabilizada, teve mais facilidade de distribuir renda. Vale lembrar que o presidente petista ficou 6 anos sem pegar nenhuma crise externa, o que facilitou muito.

O PT faz terrorismo sobre o governo Fernando Henrique apenas em ano eleitoral. Veja o que disse Dilma em carta encaminhada no aniversário de 80 anos do ex-presidente tucano, em 2011: “O presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”. Como agora mudou de discurso? Na verdade, não mudou, apenas usa de um artifício que muitos políticos utilizam para vencer as eleições: a mentira.

Seja livre para escolher entre Dilma ou Aécio, mas não caia em contos da carochinha de que uma simboliza o avanço, e o outro, o atraso. É demagogia!

Da Redação

Dilma e Agnelo não deixaram marcas de governo

Divulgação

Divulgação

Por Fred Lima

Antes de Dilma, todos os presidentes que passaram pela Presidência da República tinham deixado uma marca de governo, um estilo de governar. José Sarney foi importante para conduzir o processo de transição da ditadura para a democracia. Fernando Collor, impeachmado pelo Congresso Nacional, deixou como legado a abertura econômica do país. Itamar entrou para a História por ter lançado o Plano Real. Fernando Henrique foi decisivo para consolidar a estabilidade econômica e promover profundas reformas no sistema econômico brasileiro. Lula avançou socialmente distribuindo renda e tirando milhões de pessoas da miséria. E Dilma? Não deixou nenhuma marca de governo importante.

Governo de continuidade, como o de Dilma, não significa que será uma cópia descarada e sem novidades. Dilma deu prosseguimento aos projetos de seu partido e do ex-presidente Lula, mas o que fez de diferente? Nada. Governou com uma agenda cheia de colas, sem nenhuma inovação.

Agnelo

O problema maior do governo Agnelo foi tentar de forma obstinada ser o governo Joaquim Roriz, onde as obras eram o foco do GDF. Talvez pelo fato do vice Tadeu Filippelli ter sido secretário de Obras de Roriz, a identidade do governo Agnelo foi uma cópia mal feita e descarada daquela gestão, que, apesar de ter colocado as obras de infraestrutura como prioridade, tinha a distribuição de renda como diferencial.

Queiram ou não, Roriz é um político muito mais inteligente do que o atual governador. Ele sabia que o povo não se contentaria apenas com obras inauguradas. Para isso, distribuiu bolsas – o PT criticou, mas depois copiou –, dialogou muito com o povo e terminou seu quarto governo (2003-2007) com a popularidade alta.

O “novo caminho” proposto por Agnelo na eleição de 2010 é o software pirata do governo Roriz.

Da Redação

Opinião: Gêmeos separados no nascimento

Reprodução

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Por Fred Lima

Nas eleições de 1998 e 2002, petistas e rorizistas só faltavam brigar de foice defendendo seus candidatos em Brasília. Não imaginavam que o então candidato à Presidência pelo PT em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva, se transformaria em uma espécie de Roriz no plano nacional, durante seus 8 anos de mandato.

A semelhança entre Lula e Roriz é assustadora. Não é a toa que Roriz foi um dos fundadores do PT em Luziânia, em 1980. Ambos foram imensamente favorecidos pelos frutos plantados em tempos adversos por seus antecessores, mas sempre fizeram questão de apregoar que receberam heranças malditas de outros governos. Não aceitam avanços alcançados nas gestões anteriores. Para Lula, o Brasil foi “descoberto” em 2003. Para Roriz, Brasília foi “descoberta” em 1988 e “redescoberta” em 1998, ano que retornou ao GDF, após 4 anos de governo petista.

Lula e Roriz adoram um palanque, discursam para as classes menos favorecidas e gostam de dividir Brasília e o país entre ricos e pobres. Quando a imprensa pega no pé por causa de alguma irregularidade, logo sobem no palco e se dizem perseguidos pela elite.

As políticas do ex-presidente e do ex-governador se baseiam em programas de distribuição de renda, que foram iniciados em outros governos. O Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação e Vale-Gás são programas do governo Fernando Henrique. O Saúde em Casa e Bolsa-Escola foram programas que começaram no governo Cristovam Buarque.

A única diferença entre Lula e Roriz é que um gosta de futebol e o outro de gado. Por isso, é um tanto estranho ver um petista defender Lula e atacar Roriz, ou vice-versa. São gêmeos separados no nascimento.

Da Redação

Lula, o surfista sortudo

Gráfico do crescimento econômico

Por Fred Lima

Ao comparar o governo Lula (2003-2010) com o de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), alguns esquecem de avaliar um fator primordial para saber se os dois presidentes apenas surfaram na onda ou se conseguiram fazer o país crescer na adversidade. A verdade é que a era Lula foi marcada pelo crescimento econômico mundial em todos os confins, ao contrário da era FHC, que foi caracterizada por uma profunda recessão na América Latina e no mundo inteiro.

Muitos atribuem o sucesso do governo Lula apenas a boa vontade do presidente, como se o petista fosse um santo milagreiro, que entrou e fez as coisas acontecerem. Pensamento simplista que carece de certo grau de intelectualidade.

O gráfico acima comprova que o Brasil na era Lula surfou no excelente momento em que se encontrava a economia global. Foi o melhor período dos últimos trinta anos, algo que não se via desde o “Milagre Econômico Brasileiro” durante parte do período militar (1968-1973). O gráfico também mostra o pífio crescimento do governo Dilma, bem abaixo da América Latina, dos países emergentes e do resto do mundo. Falta então boa vontade à economista Dilma?

A verdade é que fazer um bom governo depende de uma série de fatores, muitas vezes jogados à sorte. Com a globalização, a integração econômica entre os países faz com que os Estados Unidos “espirre” e vários outros países fiquem “resfriados”. Isso aconteceu muito nos anos 90, especialmente com a grave crise da Rússia, em 1999.

A comparação entre períodos distintos da História do Brasil deve ser contextualizada. Caso o contrário, presenciaremos cenas esquisitas, onde ex-presidentes afirmarão que investiram mais no social do que Getúlio e JK.

Da Redação