Professor Silvano, o preterido

Professor Silvano. Reprodução

Professor Silvano. Reprodução

Por Fred Lima

Foi nítida a falta de apoio do PT de Valparaíso de Goiás à candidatura do Professor Silvano, que disputou a eleição para deputado estadual pelo estado. Segundo fontes ouvidas, o vereador foi preterido pela candidatura de Hugo Bites ao mesmo cargo, seu correligionário de partido.Mesmo assim, Silvano ficou na 117ª posição, enquanto Hugo na 216ª.

Só para constar: Hugo Bites é o atual presidente do PT no município.

Da Redação


Confira a composição da Assembleia Legislativa de Goiás

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PSDB tem a maior bancada, com sete deputados estaduais eleitos.
Vinte parlamentares que cumprem mandato foram reeleitos.

Os eleitores goianos definiram, na eleição deste domingo (5), os 41 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa de Goiás no próximo ano. O PSDB tem a maior bancada, com sete componentes, seguido pelo PMDB e PSD, ambos com 5 (confira a apuração completa).

Vinte parlamentares que cumprem mandato foram reeleitos: Paulo Cezar Martins (PMDB), Lincoln Tejota (PSD), José Vitti (PSDB), Henrique Arantes (PTB), Bruno Peixoto (PMDB), Iso Moreira (PSDB), Talles Barreto (PTB), Cláudio Meirelles (PR), Álvaro Guimarães (PR), Valcenor Braz (PTB), Helio de Sousa (DEM), Marlucio Pereira  (PTB), Nédio Leite (PSDB), Francisco Júnior (PSD), Humberto Aidar (PT), Carlos Antônio (SDD), Major Araújo (PRP), Simeyzon Silveira (PSC), Luís César Bueno (PT) e Isaura Lemos (PCdoB).

A Assembleia Legislativa de Goiás recebe 21 novos parlamentares: Mané de Oliveira (PSDB), Delegada Adriana Accorsi (PT), Virmondes Cruvinel (PSD), Marquinho do Privê (PSDB), Zé Antônio (PTB), Adib Elias (PMDB), Jean (PHS), Gustavo Sebba (PSDB), Leda Borges (PSDB), Diego Sorgatto (PSD), Lissauer Vieira (PSD), Jose Nelto (PMDB), Ernesto Roller (PMDB), Francisco Oliveira (PHS), Renato de Castro (PT), Dr. Antonio (PDT), Eliane Pinheiro (PMN), Charles Bento (PRTB), Santana (PSL), Lucas Calil (PSL) e Sergio Bravo (PROS).

Confira abaixo a lista dos eleitos:

Mané de Oliveira (PSDB) – 62.655 votos
Paulo Cezar Martins (PMDB) – 54.629 votos
Lincoln Tejota (PSD) – 45.091 votos
José Vitti (PSDB) – 43.867 votos
Delegada Adriana Accorsi (PT) – 43.424 votos
Henrique Arantes (PTB) – 42.414 votos
Bruno Peixoto (PMDB) – 37.826 votos
Virmondes Cruvinel (PSD) – 37.655 votos
Iso Moreira (PSDB) – 37.430 votos
Marquinho do Privê (PSDB) – 37.273 votos
Zé Antônio (PTB) – 37.061 votos
Adib Elias (PMDB) – 36.732 votos
Talles Barreto (PTB) – 36.176 votos
Cláudio Meirelles (PR) – 36.037 votos
Álvaro Guimarães (PR) – 35.660 votos
Jean (PHS) – 34.872 votos
Valcenor Braz (PTB) – 34.771 votos
Gustavo Sebba (PSDB) – 33.760 votos
Leda Borges (PSDB) – 32.217 votos
Diego Sorgatto (PSD) – 32.162 votos
Helio de Sousa (DEM) – 31.137 votos
Marlucio Pereira  (PTB) – 30.957 votos
Nédio Leite (PSDB) – 29.900 votos
Francisco Júnior (PSD) – 29.718 votos
Lissauer Vieira (PSD) – 29.676 votos
Humberto Aidar (PT) – 28.375 votos
Carlos Antônio (SDD) – 28.042 votos
Jose Nelto (PMDB) – 27.715 votos
Ernesto Roller (PMDB) – 24.975 votos
Francisco Oliveira (PHS) –  24.889 votos
Renato de Castro (PT) – 23.219 votos
Major Araújo (PRP) – 21.528 votos
Dr. Antonio (PDT) – 21.155 votos
Simeyzon Silveira (PSC) – 20.472 votos
Luís César Bueno (PT) – 20.290 votos
Eliane Pinheiro (PMN) – 19.778 votos
Charles Bento (PRTB) – 19.429 votos
Lucas Calil (PSL) – 18.128 votos
Isaura Lemos (PCdoB) – 17.701 votos
Santana (PSL) – 12.674 votos
Sergio Bravo (PROS) – 8.607 votos

Fonte: G1

“Minha batalha é a de Davi contra Golias”

O candidato a deputado estadual por Goiás, Marcelo Carlos, com a candidata à Presidência, Luciana Genro. Reprodução

O candidato a deputado estadual por Goiás, Marcelo Carlos, com a candidata à Presidência, Luciana Genro. Reprodução

Por Fred Lima

O transporte público no Entorno está caótico. A União Transporte Brasília (UTB), empresa que trafega no Entorno Sul após a saída da Anapolina, não está suprindo as necessidades dos usuários de transporte daquela região. Qual a sua proposta para o transporte público?

Sabemos que esta região é excluída socialmente. Valparaíso e as demais cidades vivem mais a realidade do Distrito Federal do que a de Goiás. Os municípios são conhecidos como cidades dormitório, onde nós trabalhadores acordamos muito cedo, muitas vezes de madrugada, partindo para o trabalho no DF. Eu sou um ex-usuário da Anapolina, empresa que financiava muitas campanhas políticas na nossa região, por isso tenho legitimidade para falar e lutar pelo transporte público. Trabalhei muito tempo em Brasília e também fui vitimado por este transporte precário. Minha proposta está no Plano de Governo do PSOL goiano. Lutamos pela criação da empresa pública de transporte que atenda a população do Entorno, trazendo mais qualidade e segurança na ida e vinda do trabalho para todos. Nós do PSOL temos o compromisso de garantir políticas efetivas de mobilidade que desonerem os trabalhadores e a juventude ao máximo – com a perspectiva da tarifa zero –, ao mesmo tempo em que incluam outros modais – como a bicicleta, transporte sobre trilhos e transporte por veículos elétricos – em uma visão integrada de desenvolvimento das cidades. Acreditamos que é necessário reorientar tanto a rede urbana quanto a rede de transporte de cargas para alternativas mais racionais ambiental e economicamente.

O governador Marconi Perillo (PSDB-GO) despachou com a presidente Dilma o investimento do PAC da Mobilidade, que destinará verbas para o VLP (Veículo Leve sobre Pneus) chegar até o Entorno Sul. No DF, muitas pessoas reclamam alegando que o Expresso-DF não está solucionando os problemas dos moradores do Gama e Santa Maria. Acredita que o VLP seria útil para o Entorno?

Sou totalmente favorável às medidas que possam desafogar o transito, e o VLP (Veículo Leve sobre Pneus) é uma boa alternativa também para o Entorno. O grande problema no DF são os amplos gastos e gente sem competência para fazer o investimento exorbitante de quase R$ 1 bilhão funcionar. Os problemas alegados pelos populares, no Distrito Federal, são uma realidade, que infelizmente corremos o risco de sentir na pele também em nossa região. Por exemplo, viagens que duravam 40 minutos no sistema VLP estão durando muito mais. As soluções nas mãos das pessoas erradas podem virar pesadelos na vida do cidadão trabalhador.

Como professor do ensino fundamental, como avalia a área de educação em Valparaíso e qual a sua proposta para o estado de Goiás?

Mesmo sendo de uma corrente política diferente, tenho uma visão boa sobre a educação na rede municipal em Valparaíso. A educação nunca esteve tão bem cuidada, nas escolas e creches. Mas um fato que gostaria de lembrar é o concurso público realizado recentemente. Houve muitos erros no dia da prova, gente colando, muito barulho, fiscais porta afora. Eu sou testemunha disso, pois era um dos candidatos que almejavam uma vaga. O processo avaliativo do Instituto Cidades também levanta suspeita que deveria ser investigada mais afundo pelo MP. Nas escolas do Estado, a situação já é diferente. Esse ranking nacional do IDEB, que o Sr. Marconi Perillo tanto se vangloria, é mentiroso. Para ver a realidade de perto, basta ir a qualquer escola da região do Entorno Sul de Brasília. Acho que Goiás tem o melhor Ensino Médio do Brasil somente na propaganda eleitoral do governador. Sou professor e acredito que, apenas a educação liberta homens e transforma sociedades, portando, é a educação o principal viés de consolidação da minha candidatura. Se eleito for quero: o investimento de 10% das verbas estaduais exclusivamente em educação; o fortalecimento da UFG e UEG, além da ampliação de vagas e acessibilidade aos estudantes do Entorno; o passe livre estudantil para a região do Entorno de Brasília; a luta por melhores condições de trabalho e salários aos servidores da educação do Estado de Goiás; a jornada ampliada na rede estadual de ensino.

O senhor sempre alega que sua campanha é uma batalha de Davi contra Golias, já que enfrenta adversários fortes e tradicionais na política valparaisense. Seu partido, o PSOL, ainda é considerado pequeno na cidade. Quais as maiores dificuldades que enfrentou durante a campanha?

Reconheço o nosso tamanho e os nossos recursos ainda são precários. Enfrento outras candidaturas financiadas com o dinheiro de empreiteiras, empresários, gente que financia agora e recebe muito mais depois. É a política de interesses do toma lá da cá. Infelizmente em Valparaíso as coisas ainda funcionam assim. O PSOL faz política com conteúdo, não caça votos usando cavaletes, placas ou pagando cabos eleitorais. Nossa batalha realmente é a batalha de Davi contra Golias. Não são poucas as minhas dificuldades, principalmente financeiras, mas encaro o fato com bastante naturalidade e coragem. Outro ponto que gostaria de relatar é o boicote da mídia, sites e imprensa escrita, que não deram atenção para a minha candidatura e também para a candidatura do Professor Weslei. Valparaíso tem um candidato ao governo de Goiás que não é reconhecido pela imprensa do Entorno Sul. Infelizmente, ao longo da nossa caminhada, fomos boicotados pela imprensa do Entorno de Brasília, principalmente aqui em Valparaíso, nossa cidade do coração. Recebemos apenas um convite da rádio Sucesso FM, do amigo Denis Carrapicho. É uma vergonha, mas é a realidade do coronelismo goiano.

Da Redação