As medidas impopulares e a reação petista

Reprodução

Reprodução

Dilma passou toda a campanha insinuando que se Aécio Neves vencesse iria apresentar um pacote de medidas impopulares criado por Armínio Fraga, escolhido para ser ministro da Fazenda, caso o tucano fosse eleito presidente da República. É interessante notar que quem começou a apresentar um pacote de medidas impopulares, nesta semana, após ser reeleita, foi Dilma, como o aumento da gasolina, da energia elétrica e dos juros.

Os petistas sempre tiveram reações diferentes em se tratando de medidas impopulares. Veja:

No governo FHC: maldito sociólogo, inimigo dos trabalhadores e companheiro da classe neoliberal!

No governo Dilma: coitada da presidenta! Vamos rezar para que ela consiga enfrentar todos os percalços e sair vitoriosa!

É pra rir ou pra chorar?

Em debate tenso, Dilma pronuncia inverdades sobre Armínio Fraga e o Bolsa Família

Reprodução

Reprodução

Por Fred Lima

Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) partiram para o confronto no debate promovido ontem (14) pela TV Bandeirantes. O tema da corrupção dominou parte do confronto, mas o que chamou a atenção foram algumas inverdades pronunciadas pela candidata-presidente que tenta a reeleição.

Dilma proferiu algumas mentiras sobre o ex-presidente do Banco Central do governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, que não passaram despercebidas pelo eleitor informado e atento. Aécio lembrou os elogios do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci ao ex-presidente do BC e provável ministro da Fazenda em caso de vitória do tucano.  “A mais importante reforma dessas quatro décadas foi a adoção do regime de metas para inflação, quando aqui esteve Armínio Fraga e, na Fazenda, o colega Pedro Malan (…) Sua implantação (do regime de metas), a partir de 1999, coroou uma nova fase de atuação do BC”, afirmou Palocci, em 2005 (para ler na íntegra clique AQUI).

A verdade é que o PT cogitou a permanência de Fraga no BC, como mostra notícia do jornal Folha de S. Paulo à época (clique AQUI). Ora, se foi cogitada a permanência é porque a gestão de Armínio Fraga à frente do BC não foi ruim, ao contrário do que afirma a candidata-presidente, hoje.

Outra inverdade pronunciada por Dilma diz respeito ao Bolsa Família, que nada mais é do que a junção dos programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Vale-Gás, ambos criados durante o mandado de Fernando Henrique Cardoso. A candidata-presidente alegou que o Bolsa Família não tem nenhuma relação com as outras bolsas mencionadas. Veja o que diz a Lei nº 10.836, de 2004:

“Parágrafo único. O Programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n o 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação, instituído pela Medida Provisória n o 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001.

Além disso, quem sugeriu a junção das bolsas ao então presidente Lula foi o governador Marconi Perillo (PSDB-GO), após o fracasso do programa petista Fome Zero (assista AQUI).

Em todos os debates é importante que os candidatos falem a verdade, pois o famoso ditado popular diz que a mentira tem pernas curtas.

Da Redação

Armínio Fraga X Guido Mantega: O primeiro duelo

Reprodução

Reprodução

Por Fred Lima

Antes do primeiro debate da eleição presidencial do segundo turno, os maiores nomes da área econômica do PT e PSDB duelarão hoje, na Globonews, às 19h30, no programa da Miriam Leitão.

Armínio Fraga foi ex-presidente do Banco Central durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, e será o ministro da Fazenda de um provável governo Aécio Neves. Já Guido Mantega é o atual ministro da Fazenda. Eles farão um debate sobre quais serão os desafios do presidente eleito na área econômica. Não percam!

Da Redação