Aécio e Marina fizeram pré-acordo para 2018

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Por Fred Lima

Ainda faltam quatro anos, mas conforme informações obtidas por uma fonte que esteve presente e acompanhou a conversa, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) acenaram para um possível pacto político para a próxima eleição presidencial. Segundo a fonte, Aécio seria o candidato à Presidência e Marina a vice. Ambos, inclusive, desenharam uma forma de atuação até lá, com Aécio e a oposição combatendo ferozmente o governo no Congresso, e Marina mostrando as incoerências de Dilma e do PT desde a vitória da presidente, como a ex-senadora já vem fazendo por meio das redes sociais.

O plano entre os dois não contempla uma possível candidatura de Geraldo Alckmin ou José Serra ao Planalto no lugar de Aécio, algo que Marina não aceitaria ser vice de nenhum deles em hipótese alguma, apesar de ter menos resistências ao nome de Serra.

Quanto a Aécio, o senador mineiro promete fazer de tudo para manter a política café com leite e seguir com prestígio no cenário brasileiro, sendo o candidato do PSDB no próximo pleito.

Da Redação

Aécio Neves defende nova CPI da Petrobras em 2015

Aécio NevesAÉCIO VAI ARTICULAR NOVA CPI SE A ATUAL NÃO APRESENTAR RESULTADOS CLAROS

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quinta-feira, 6, que vai articular a criação de uma nova CPI mista da Petrobras em 2015 para investigar as denúncias de corrupção envolvendo a estatal, caso a comissão atual encerre suas atividades sem apresentar resultados claros. “Vamos cobrar que as investigações continuem”, disse Aécio em entrevista à Rádio Estadão.

Na sua volta ao Senado após a derrota pela disputa à Presidência, Aécio condicionou o estabelecimento de um diálogo com o governo Dilma Rousseff à investigação das denúncias contra a estatal. Segundo ele, o “nível do diálogo” vai depender de “gestos claros” da presidente. “Se no encerramento da CPI mista este ano, em dezembro, não estiverem ainda elucidados em profundidade todo esse esquema, quem ele atingiria, quais suas ramificações dentro do governo, já anunciei que a partir do dia 1º de fevereiro, na reabertura do Congresso, vamos iniciar a coleta de assinaturas para uma outra CPI mista”, afirmou durante a entrevista, a primeira concedida a uma rádio de São Paulo após as eleições.

Atualmente, duas comissões estão em curso no Congresso, a CPI do Senado e uma CPI mista, composta por deputados e senadores. Nessa quarta, uma articulação da base aliada e também da oposição na CPI mista decidiu barrar a convocação e convites a políticos citados no esquema. O PSDB atuou para impedir a convocação do empresário Leonardo Meirelles, ligado ao doleiro Alberto Youssef. À Justiça Federal, o doleiro disse que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto neste ano, também recebeu dinheiro do esquema.

De acordo com Aécio, o PSDB, do qual é presidente nacional, tem uma “minoria pouco expressiva na CPI mista”. “O governo é que define as oitivas. Eu não participei dessas reuniões. No que depender de mim, se não for possível chamar ainda este ano, que isso seja feito a partir do início do ano que vem”, disse.

Questionado se a investigação também não vai atingir seu partido, o senador afirmou que defende a apuração, mas que a responsabilidade pelo andamento dela é do atual governo. “Tem que investigar todo mundo. Se houver alguém de outro partido tem que ser punido exemplarmente”, afirmou.

A proposta de articular uma nova comissão também foi aventada por integrantes da base aliada do governo Dilma. O regimento do Congresso determina o fim das comissões parlamentares antes do começo de uma nova legislatura.

O líder da bancada do PMDB, e favorito para presidir a Câmara em 2015, Eduardo Cunha (RJ) declarou na semana passada ser favorável uma nova CPI da Petrobras. (AE)

Fonte: Diário do Poder

As medidas impopulares e a reação petista

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Dilma passou toda a campanha insinuando que se Aécio Neves vencesse iria apresentar um pacote de medidas impopulares criado por Armínio Fraga, escolhido para ser ministro da Fazenda, caso o tucano fosse eleito presidente da República. É interessante notar que quem começou a apresentar um pacote de medidas impopulares, nesta semana, após ser reeleita, foi Dilma, como o aumento da gasolina, da energia elétrica e dos juros.

Os petistas sempre tiveram reações diferentes em se tratando de medidas impopulares. Veja:

No governo FHC: maldito sociólogo, inimigo dos trabalhadores e companheiro da classe neoliberal!

No governo Dilma: coitada da presidenta! Vamos rezar para que ela consiga enfrentar todos os percalços e sair vitoriosa!

É pra rir ou pra chorar?

Sobre virtudes e hábitos. A vitória de Dilma, uma análise quase aristotélica

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Por Luiz Reis

A recente vitória da presidenta Dilma, que pegou de surpresa grande parte da mídia e dos analistas políticos, não deveria nos surpreender tanto assim. Ao contrário das afirmações descabidas sobre um suposto uso eleitoreiro dos programas sociais, seria mais correto afirmar justamente o contrário. Utilizando a visão aristotélica de virtude este artigo busca expor causas para a reeleição e sobre a vitória do PT que desmentem as razões elencadas e bradadas aos quatro ventos.

Na Ética a Nicômaco podemos ler a seguinte afirmação: “o discernimento não pode ser conhecimento científico nem arte… ele é uma qualidade racional que leva à verdade no tocante às ações…”. Para Aristóteles, a virtude é o hábito, ela pressupõe a prática e ninguém pode ser virtuoso apenas na teoria. O discernimento se conquista lentamente, poder olhar de forma esclarecida é um processo.

O Brasil evolui em Educação fundamental e básica, isso é inegável, ao mesmo tempo uma parte grande da população consegue ter aceso ao ensino superior. Muitos casos de pessoas que declaram ser as primeiras em suas famílias a conseguir um diploma são mais comuns do que afirmaria alguém de fora do mundo educacional. Esta transformação surge num contexto de programas sociais que levam à escola, que estimulam a independência econômica, ao contrário do que afirmam os detratores dos programas de inclusão, e que transformam os motivos do voto.

O que já foi experimentado e se apresenta como novo foi rejeitado em todo país. O candidato a governador do DF Jofran Frejat repetia a toda hora representar a mudança, mas ninguém acreditou nele. O candidato Aécio adorava repetir a palavra mudança, deve ter sido a palavra que ele mais usou ao lado de valores, mas teve adeptos majoritariamente entre os eleitores mais retrógrados e conservadores. O discernimento vem do hábito, o brasileiro sabia que estes candidatos não eram o novo, o que levou a uma rejeição de suas candidaturas.

A virtude é um hábito, uma população capaz de discernir entre o falso novo e um governo progressista. A vitória de Dilma se deve então a um esclarecimento que tira as pessoas da minoridade e destrói discursos velhos que se apresentam como novo. Ao rejeitar a tese do conservadorismo travestido de mudança, nosso povo deu uma aula a grande parcela de nossa intelectualidade e, em especial, a parte da mídia que acha que apenas votar em A ou B pode ser tido como consciente. Esta transformação pode ser considerada revolucionária no sentido de indicar de forma nada aristotélica que as transformações engendram novas mudanças e que este processo muda a cara de um país e de um povo.

A última chance

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O primeiro mandato de Dilma foi marcado pela recessão econômica e por escândalos de corrupção; agora ela tem a chance de dar um novo rumo ao seu governo, mas o horizonte dá claros sinais que pode ser ainda pior

Por Fred Lima

Um amigo que faz análises econômicas e de conjunturas internacionais me disse há uma semana: Se Aécio vencer a disputa, não será reeleito em 2018. Motivo: quem ganhar pegará um país totalmente desacreditado economicamente, o que dificultará bastante a retomada do crescimento. Além disso, um então provável governo Aécio teria que enfrentar a falência do setor energético no país, onde só no mandato de Dilma foram fechadas 70 usinas da indústria do etanol. O tucano ainda teria que enfrentar a duríssima oposição que seria feita pelo PT no Congresso Nacional. Segundo ele, caso a presidente fosse reeleita, o cenário teria tudo para ser ainda pior.

O primeiro governo Dilma cresceu apenas 2% em quatros anos, bem abaixo da média da América Latina (3,3%) no mesmo período. Desde o governo Itamar Franco, o Brasil sempre cresceu acima dos países latinos, inclusive em períodos adversos da economia mundial, como aconteceu durante os oitos anos de Fernando Henrique Cardoso (BR- 2,3%; AL- 2,2%). O problema maior é que Dilma pegará uma economia fragilizada – por culpa de sua política econômica -, bem diferente daquela quando assumiu em 2011.

Lula legou a Dilma uma economia forte e em expansão, mas a presidente aumentou o papel de influência do Estado no setor, gerando desconfiança por parte do Mercado. Agora, após o fracasso econômico de seu primeiro mandato, a presidente reeleita terá muitas dificuldades para reconquistar os investidores, que estão em retirada do país.

Não bastassem todos os problemas na área econômica, Dilma tem pela frente o desfecho de um gravíssimo escândalo de corrupção na Petrobras, onde, segundo a revista Veja, a presidente teve o próprio nome citado pelo doleiro Alberto Youssef, delator do esquema. De acordo com Youssef, Dilma e o ex-presidente Lula tinham conhecimento de todas as falcatruas que ocorriam na estatal, que deixou de ser a 12ª maior empresa do mundo e caiu para a 120ª posição nos últimos quatro anos, se tornando a estatal mais endividada do planeta.

No Congresso, Dilma tem ampla maioria, mas nomes tradicionais e fortes da oposição voltarão para lá, como os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Antonio Anastasia (PSDB-MG), que farão companhia ao mais duro adversário do PT desde 2002, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Já o PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, cobrará a fatura de apoio à reeleição de Dilma, bem como já deixou claro que terão candidato próprio da sigla em 2018, aumentando ainda mais o risco de fogo amigo e traições da base aliada.

Como podem observar, Dilma não tem vida fácil pela frente. Se não conseguiu fazer o país crescer no primeiro mandato – governou com maioria absoluta no Congresso, com uma oposição desidratada e sem nomes de peso, tendo como herança uma economia em expansão -, fará agora com ele dividido ao meio? Muito improvável!

Se no primeiro mandato Dilma era apenas um ponto de interrogação pela falta de experiência política, agora são vários. Só nos resta torcer pelo sucesso do país e aguardar o novo governo com os dedos cruzados.

Da Redação

FHC: ”Dilma merece o nobel por tanta incompetência econômica”

FHCFHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro

Um dos personagens da campanha para presidente da república, embora não dispute cargos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) centrou fogo na candidata do PT, Dilma Rousseff. Em entrevista exclusiva ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, FHC lamentou a forma como o PT (leia-se Dilma e Lula) está conduzindo a campanha (segundo ele com ataques infundados), reconheceu que o governo petista fez mais pelo Nordeste que o dele (FHC comandou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002) e criticou a postura de Dilma diante do cenário econômico brasileiro.

“Dilma merecia ganhar o prêmio nobel por tanta incompetência econômica. Ela vive dizendo que eu quebrei o País por três vezes, por conta do empréstimo feito ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Foram duas vezes. Quando fui ministro da fazenda, o Brasil estava em moratória. O empréstimo serviu para restabelecermos o fluxo financeiro internacional. Pedimos empréstimo ao FMI porque esta mais barato e para permitir que o governo de Lula (que o sucedeu) tivesse condições de colocar em ordem, em função da crise provocada pela ameaça de eleição do próprio Lula. Pedi o empréstimo com a anuência do Lula. Há uma má-fé extaordinária. Fico triste de ver a Dilma repetir esse assunto durante a campanha”, confessou.

Para o tucano, a tática do PT é repetir mentiras para que se tornem verdade absoluta. “Eles demonizam os adversários ou o passado. Quando deixei o governo (no fim de 2002) fui para a Europa. O Lula passou por lá e me telefonou. Conversamos um bom tempo e ele passou o telefone para o Palocci (ministro da Fazenda de Lula), que me agradeceu pelo governo que fiz. Tanto que o próprio Lula se empenhou para que Armínio Fraga continuasse no Banco Central. Hoje o Lula quer reconstruir a história denegrindo a imagem do que foi feito no passado para realçar o que foi feito depois”.

Ouça a entrevista:

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Fernando Henrique aproveitou para “criticar” a postura que outros tucanos tomaram quando estavam disputando a presidência da república (José Serra e Geraldo Alckmin), de “esconder” que faziam parte do governo do PSDB. “O clima era pesado por conta da críticas contra o meu governo e os candidatos tinham receio de defender o meu governo. O que é um erro. Tanto que Aécio está defendendo o meu governo e está bem nas pesquisas. Não tenho o que esconder do meu governo.

NORDESTE – FHC reconheceu que os governos de Lula e Dilma foram mais atenciosos com o Nordeste que o dele. “Não tenho dúvida, mas a conjuntura no governo deles era mais favorável. O PT estendeu os programas sociais porque o panorama era melhor. Tenho ligação e preocupação com o Nordeste. Meus avós são nordestinos, de Alagoas. A transformação da região após a tragédia da seca começou no meu governo. O Porto de Suape foi finalizado no meu governo. Dilma diz que não fizemos nada na energia da região. Paulo Afonso (complexo de usinas hidrelétricas) tem cinco máquinas geradoras. Três foram feitas no meu governo. Meu vice-presidente (Marco Maciel) era pernambucano”, finalizou.

Fonte: JC Online