Gambá, o verdadeiro mascote do governo petista

untitled (9)Por Kleber Karpov – Política Distrital

O auge da sujeira deixada pelo governado, Agnelo Queiroz (PT) atingiu até as unidades de saúde do Distrito Federal. Uma espécie de gambá foi encontrado na última sexta-feira (26) no refeitório onde pacientes grávidas se alimentam no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). O motivo foi a greve dos trabalhadores de limpeza que prestam serviços ao GDF, por atraso de salários.

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A saúde do DF sairá da UTI?

234_Por Kleber Karpov

O governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB) só deve divulgar os nomes das pessoas que assumirão as secretarias do GDF, a partir do dia 15 de Dezembro. Nesse período de indefinições o blog Política Distrital faz um levantamento do atual cenário da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que provavelmente acumula os problemas mais críticos da gestão do novo governador.

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Rollemberg abre brechas para inimigos armarem arapuca?

Convite anuncia Fórum para 26 de novembro para escolha de administradores, mas lista tríplice já foi entregue ao coordenador da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle. Reprodução

Convite anuncia Fórum para 26 de novembro para escolha de administradores, mas lista tríplice já foi entregue ao coordenador da equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle. Reprodução

Escolha “popular” de nomes para as regiões administrativas do DF pode colocar em xeque as indicações da comunidade e criar graves problemas para a gestão de Rollemberg.

Por Kleber Karpov

No momento o grande calcanhar de Aquiles do governador eleito, senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é a eleição direta de administradores das Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal. Na Câmara Distrital do Distrito Federal (CLDF) o tema há alguns fazem ecoar vozes no plenário. As organizações chttp://ivis também não ficam por fora da discussão. Mas o que chama a atenção é que seja no parlamento ou nas comunidades, os inimigos políticos de Rollemberg estão agindo a todo o vapor para garantirem um lugar ao sol.

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Sociedade reage à auto-blindagem na Câmara Legislativa

Após manifestações populares deputados podem rever resoluções de auto blindagem

Após manifestações populares deputados podem rever resoluções de auto blindagem

Associação Adote um Distrital entrega Carta Aberta à Sociedade Civil a todos aos distritais em repúdio aos PRs 81 e 82/2014 que blindam parlamentares da Câmara Legislativa.

Por Kleber Karpov

A tentativa dos deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal de impedir que os colegas, os cidadãos e entidades possam fazer representação contra os parlamentares por falta de decoro parlamentar, sob a alegação de evitar perseguições políticas, despertou a reação da sociedade civil organizada.

Na última quarta-feira (12) aconteceu a votação ‘relâmpago’ de dois Projetos de Resolução (PR), de nº 81/2014 e nº 82/201, que tramitaram secretamente e foram aprovados em primeiro turno na CLDF (12 ). O primeiro impede que os parlamentares votem a cassação de colegas por falta de decoro parlamentar, antes que o processo seja transitado e julgado na Justiça. O segundo que o cidadão possa entrar com a mesma representação contra o distrital. Esses PRs devem que ir à votação, em segundo turno, no prazo de 10 dias.

Os cidadãos e algumas entidades organizadas demonstram a indignação com esse ‘golpe’ na democracia. No dia seguinte, em reportagem para o SBT Brasília (13), representante do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a presidente do presidente do Instituto de Fiscalização (IFC), Jovita Rosa, mantenedora do projeto Adote um Distrital, considerou a iniciativa da CLDF “uma aberração”. Na tarde de Ontem (17), moradores e representantes de movimentos sociais se manifestaram contrários as ações dos distritais durante audiência pública no plenário da CLDF.

A expectativa é que hoje, durante o Colégio de Líderes, o presidente da CLDF, Wasny de Roure (PT), deve propor o adiamento em relação ao PR 081/2014 bem como a retirada de pauta da PR 082/2014. Segundo Rosa, apenas retirá-los de pauta pode não resolver o problema: “É preciso acabar com esses projetos”, afirma ao observar que adiamentos deixam abertura para ressuscitá-los posteriormente.

INCONSTITUCIONALIDADE

O IFC/Adote um Distrital encaminha hoje uma carta Aberta à Sociedade Civil aos 24 parlamentares da CLDF em que repudia a ação dos deputados. No documento a Entidade adverte sobre a inconstitucionalidade do PR 81/2014, por ferir a Constituição Federal e a Lei Orgânica. O IFC alerta ainda aos prejuízos à CLDF, em descrédito perante a população do DF e à democracia.

Em entrevista ao Correio Braziliense (15), o secretário-geral adjunto da OAB-DF, Juliano Costa Couto, também observa que as duas proposições podem ser questionadas juridicamente.

QUEM ASSINA OS PROJETOS DE RESOLUÇÃO

Assinam os PRs os deputados distritais Agaciel Maia (PTC), Alírio Neto (PEN), Arlete Sampaio (PT), Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Celina Leão (PDT), Chico Vigilante (PT), Claudio Abrantes (PT), Cristiano Araújo (PTB), Dr. Michel (PP), Liliane Rodriz (PRTB), Olair Franco (PTdoB), Prof. Israel Batista (PV), Robério Negreiros (PMDB), Rôney Nemer (PMDB), Wasny de Roure (PT) e Wellignton Luiz (PMDB).

Dos distritais que aprovaram a medida, Alírio e Liliane Roriz, ambos reeleitos, respondem a processos judiciais. Aylton Gomes e Benedito Domingos têm condenações por improbidade Administrativa.

Eliana Pedrosa e Joe Valle (PDT) já haviam retirado à assinatura do PR 81/2014 (12). Até o momento, Celina Leão (PDT) e Robério Negreiros (PMDB) retiraram as assinaturas do PR 82/2014 o que inviabiliza a tramitação do PR que precisa de no mínimo 13 assinaturas para ir à votação.

Fonte: Política Distrital

Escândalo Petrobrás já mudou o País

220_Prisão de 23 grandes executivos de empreiteiras brasileiras pela Polícia Federal deixou a cúpula petista muda e sem reação.

Por Kleber Karpov

Após se reeleger por uma diferença de cerca de 4 milhões de votos, antes de assumir o segundo mandato, Dilma tem que lidar com vários desafios: redefinir a equipe de governo de primeiro escalão, principalmente a econômica; conter a resistência do PMDB que se aproveita da fragilidade petista nas urnas, para se impor no cenário político; manter autonomia em relação as vontades de Lula que tenta indicar nomes para ministérios; sobreviver a oposição ferrenha por parte do PSDB e aos movimentos populares.

Mas tudo isso virou fichinha uma vez que a cúpula petista, sobretudo Dilma, terá que lidar com uma bomba com o desenrolar do que virou o maior escândalo do país, a operação Lava Jato da Polícia Federal, ou Petrolão, como ficou popularmente conhecido.

O “H” da bomba, necessariamente não está na prisão dos executivos, mas do ex-diretor de serviços da Petrobrás entre 2004 e 2012, Renato Duque, indicado por José Dirceu, apontado por delatores do petrolão por ser o responsável pelo recolhimento de propinas das empreiteiras da Petrobrás e repasse da fatia ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Isso assusta a cúpula petista por deixar claro que as investigações da PF estão avançando rapidamente e podem chegar rapidamente em Vaccari, mas também no ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.

Dilma se deparou com notícia da prisão dos executivos das maiores empresas empreiteiras do País, pela PF (15/Nov), durante viagem para a Austrália para participar de reunião do G20, bloco que compõe os 20 potências econômicas mundiais. Na ausência da presidente, a base governista se recolheu, seja por medo, por surpresa ou para tentar buscar uma saída ou reação à movimentação inesperada da PF em relação às prisões.

Nesse cenário o que se viu, com o estouro das prisões, foi a conhecida estratégia de guerra fria das superpotências no pós-guerra, de colocar países pequenos para guerrear entre si em nome de interesses das grandes nações. Nesse contexto coube ao  deputado federal, Vicentinho (PT), as vezes de porta-voz do governo. Para tentar justificar a posição do PT em relação às prisões da PF, em entrevista à Rede Globo, Vicentinho, soltou a pérola: “Não indicamos para cometer crimes.”.

Passado o susto que já resultou em movimento que concentrou mais de 10 mil pessoas em São Paulo, pedindo o impeachment de Dilma, finalmente as vozes da cúpula petista se pronunciaram. É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que traz um discurso vazio de politização das investigações da PF, e de tentativa de se instaurar um “terceiro turno”.

Nos bastidores Cardozo tenta intimidar os delegados envolvidos na investigação da Operação Lava Jato da PF, ao acionar a Corregedoria da PF para que se investigue esses profissionais. Isso por utilizarem da livre manifestação e compartilharem, durante as eleições, materiais de campanha de Aécio Neves (PSDB) ou expressarem opiniões em relação à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula, nas redes sociais.

Dilma por sua vez que permanece blindada, enquanto o operador do petrolão, o doleiro, Alberto Youssef, não apresenta as provas vazadas pela revista Veja, dos depoimentos da delação premiada, em que afirma que tanto Lula quanto Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, pode explorar o discurso do doa em quem doer, ou que “vai mudar o Brasil para sempre”.

O país já mudou presidenta! Graças a Justiça brasileira e principalmente a PF, enquanto o presidente da República não intervir e usar a prerrogativa de nomear o diretor responsável da Instituição, aprovada recentemente pela Medida Provisória (MP) 657/2014, pelo papel imprescindível para garantir que tais mudanças continuem a melhorar a vida dos brasileiros.

Que venha o cancelamento da delação premiada de Youssef por mentir à Justiça ou o Impeachment de Dilma, por mentir para a sociedade brasileira.

Fonte: Política Distrital

Distrito Federal corre risco de perder recursos do FCO

Governadores do DF Rodrigo Rollemberg e de Goiás,  Marconi Perillo definem futuro da RIDE. Deputado Caiado ajuda ou atrapalha?

Governadores do DF Rodrigo Rollemberg e de Goiás,
Marconi Perillo definem futuro da RIDE. Deputado
Caiado ajuda ou atrapalha?

PL do deputado federal, Caiado cria mal estar no meio político do DF. Poderá haver ruídos em parceria entre Rollemberg (DF) e Perillo (GO) para atender a RIDE?

Por Kleber Karpov

Um projeto de Lei de autoria do deputado federal, Ronaldo Caiado (DEM-GO), pode destinar 10% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) a quem direito o Distrito Federal para a região do entorno. Caiado justifica o projeto como uma forma de reduzir o impacto que das cidades vizinhas causam ao DF. Mas para o governador eleito, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), há outros meios de resolver a questão.

A Comissão de Integração Nacional da Câmara Federal (CIN-CF) aprovou (5/Nov) o texto do nº PL 6.926/2010. O Projeto direciona 10% dos 19% dos recursos reservados ao DF, para 19 municípios da região integrada e de desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) a parte destinada ao DF.

Esse ano o DF recebeu R$ 979 milhões. Caso o PL seja aprovado, cerca de R$ 515 milhões seria destinado ao governo de Goiás para utilização na região da RIDE, compreendida por Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa, todas no Estado de Goiás e de Unaí e Buritis, no Estado de Minas Gerais. O estado de Goiás por sua vez já abocanha uma bolada do FCO, maior que o DF. Nesse ano foram R$ 1,5 bilhões disponibilizados pelo FCO ao Estado, conforme informações da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

JUSTIFICATIVAS DE CAIADO

Caiado se apoia em dados, por exemplo, da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), que aponta que o DF tem crescimento superior a média nacional. De acordo com a Codeplan, o índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon/DF), relativo ao 1º trimestre de 2014. Esses dados demonstram que a economia do DF teve um crescimento de 3,2%, acima da média nacional, que foi de 1,9%.  A pesquisa se baseia em indicadores econômicos como base de cálculos dos setores da Indústria, Agropecuária e Atividades de Serviço.

Caiado argumenta ainda que o DF já recebe R$ 11 bilhões do orçamento da União, pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) enquanto a região do entorno tem o pior Índice de desenvolvimento Humano (IDH) do país, esbarrando em problemas de falta de empregos, aumento da violência e de pobreza.

NÚMEROS DO GOIÁS E DO DF

Dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que Goiás tem uma população estimada para 2014 de 6,5 milhões de habitantes. O DF por sua vez tem uma estimativa no mesmo período de 2,8 milhões. Baseado no texto do PL de Caiado, o DF absorve ainda quase um milhão de habitantes da região do entorno em demandas de saúde, emprego, segurança e educação das regiões na região da RIDE.

Em relação às rendas geradas pela economia, o estado de Goiás acumula crescimento nos últimos anos em relação ao Produto Interno Bruno (PIB) que soma tudo que o estado produziu. De acordo com dados do IBGE em 2011 o PIB registrado pelo Estado foi de R$ 111 bilhões e saltou para R$ 133 bilhões em 2012. O PIB do DF também registrou aumento, R$ 164 bilhões em 2011, dados do IBGE, saltou para R$ 171 bilhões em 2012, conforme divulgação da Codeplan, publicado na manhã de hoje (14). No entanto, Goiás tem proporcionalmente registrado mais crescimento que o DF. Os dados apontam um aumento de R$ 22 bilhões no PIB de Goiás contra apenas R$ 7 bilhões no DF.

Embora o DF seja contemplado com o FCDF, que esse ano atingiu R$ 11 bilhões, o recurso criado pela Lei 10.633/2002 é repassado pela União e destinado exclusivamente às áreas da saúde segurança e educação.

O DF E A FALTA DE RECURSOS

O DF passa que está em pleno processo de transição com a saída de Agnelo Queiroz (PT-DF) para a entrada do Rollemberg. Tanto a equipe de transição de governo, quando o próprio Tribunal de Contas do Distrito Federal apontam que o GDF tem um déficit público que pode chegar a R$ 3 bilhões.

Há que se levar tem consideração, por exemplo, que recentemente foi anunciado as dificuldades do Governo do Distrito Federal para arcar com as despesas com folhas de pagamento dos servidores públicos do DF. Ontem (13) a equipe de transição de Rollemberg anunciou que pode ficar sob a tutela da gestão de Rollemberg, o custo do pagamento de férias dos professores do GDF que deveria ser pago por Agnelo ainda esse ano.

ROLLEMBERG & PERILLO, NÃO VERSUS

Enquanto o PL de Caiado causa polêmica e mal estar no meio político do DF, ao tentar redirecionar parte da verba do FCO para a região da RIDE, Rollemberg tem se aproximado do governador reeleito, Marconi Perillo (PSDB-GO).

Por ironia do destino, essa aproximação acontece no sentido de se estabelecer parcerias entre o GDF e o governo do estado de Goiás, justamente para atender as demandas da RIDE.

Em matéria publicada polo portal Brasília 247 (13) Rollemberg se mostrou preocupado por acreditar que embora a intenção de Caiado não tenha sido ruim, que “a proposta não é boa para ninguém”.  E sugeriu que o DF e Goiás trabalhem em parceria.

O PL que tramita desde 2010, precisa ser aprovado apenas em mais uma Comissão na Câmara, antes de ir à votação. A expectativa é que nos bastidores Rollemberg, Perillo e Caiado cheguem a um acordo para segurá-lo. Isso mantem as portas abertas para que ambos os governadores possam criar políticas que atendam a RIDE há muito dependente do suporte dos dois governos.

Fonte: Política Distrital

Bombeiros Militares devem manter representação na CLDF

Com  8.957 votos, Roosevelt Vivela deve assumir como deputado distrital na CLDF em Janeiro de 2015

Com 8.957 votos, Roosevelt Vivela deve assumir como deputado distrital
na CLDF em Janeiro de 2015

Por Kleber Karpov

Fonte segura aponta que o bombeiro militar, Roosevelt Vilela, eleito primeiro suplente pelo PSB, com 9857 votos, deve assumir uma das cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na posse dos Distritais, em Janeiro de 2015.
Vilela deve substituir um parlamentar que assumirá uma das Secretarias de governo. Com isso a corporação de Bombeiros do DF, que perdeu seu representante, Aylton Gomes (PR), por não se reeleger e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF, mantem um representante, da base do governo, na CLDF em 2015.
Fonte: Política Distrital

Os Distritais e a maldição das secretarias de governo

DistritalPor Kleber Karpov

Uma das prerrogativas do governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), assim como de governos passados é a indicação dos secretários do governo. No meio parlamentar tal indicação é uma boa oportunidade para que o distrital eleito para representar o povo na Câmara Legislativa possa ceder lugar para um suplente de sua legenda ou coligação partidária e até alocar apoiadores e aliados políticos em cargos comissionados.

Mas as eleições de 2014, talvez por reflexo da péssima gestão do governador Agnelo ou pela revolta do povo com o cenário político, transformou essa possibilidade em uma verdadeira maldição. Isso tem deixado os distritais reeleitos e os novos distritais com a pulga atrás da orelha e correndo das secretarias como o ‘diabo foge da cruz’.

Vale lembrar que nomes de peso da política do DF, que estiveram a frente de secretarias, a exemplo de Rafael Barbosa (PT), na Saúde, Sandro Avelar (PMDB), na Segurança, Rejane Pitanga (PT), na Criança e da Juventude e ainda Alírio Neto (PEN), na Justiça, perderam o bonde do Legislativo nessas eleições embora ainda lhes restem as suplências, que podem ser convertidas em um mandato futuro.

O próprio governador Agnelo que compôs cerca de 40 mil cargos comissionados viu o navio naufragar na disputa eleitoral à reeleição, ainda em primeiro turno. Embora em relação ao Governador ainda pesasse o estigma da segunda rejeição política do país e alguns investimentos equivocados na cidade.

Essa resposta da população talvez faça com que os imensos guarda-roupas com cabides de empregos para acondicionar amigos e parentes de apadrinhados políticos, não pareçam ser mais tão interessantes assim. Isso porque ao deixar a pasta e assumir uma secretaria, o parlamentar perde uma ótima oportunidade de cumprir seu verdadeiro papel, trabalhar para defender os interesses daqueles que o elegeram, fiscalizando o Executivo; criando e aprovando leis que melhorem a vida dos cidadãos.

Mas então me perguntam, não podem cumprir esse papel a frente de uma secretaria? Sim, claro, mas se o comandante da embarcação, no caso Rollemberg, não conseguir fazer uma boa gestão, isso pode representar um adeus ao cargo eletivo.
E como a população do DF deu aos parlamentares uma mensagem clara de ‘estamos de olho’, os parlamentares eleitos, que de japoneses não têm nada, abriram os olhos em relação às secretarias e estão ao som daquela música daquela famosa marcha de carnaval de Paquito e Romeu Gentil: “daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Com isso a máxima dentro da Câmara Legislativa por enquanto é: “Fui eleito para representar o povo na Câmara Distrital e é isso que vou fazer.”.

Fonte: Política Distrital