Futuro do PDT-DF passa pela decisão de Cristovam; se senador for candidato à reeleição, Reguffe será ao Buriti. Anotem!

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Por Fred Lima

Em 2002, o ex-governador Cristovam Buarque foi eleito por maioria esmagadora de votos ao Senado, na chapa que tinha Geraldo Magela (PT-DF) como candidato ao GDF e Lula para a Presidência da República. Tendo perdido a reeleição ao Buriti em 1998 para Joaquim Roriz, Cristovam descobriu que sua vocação estava no Legislativo. No entanto, Lula logo o chamou para assumir o Ministério da Educação, pasta onde ficou por apenas 1 ano.

Se decepcionando outra vez com o Executivo, Cristovam voltou ao Senado e de lá não saiu mais, defendendo propostas voltadas à educação. Em 2006, pouco tempo após se desfiliar do PT, Buarque saiu candidato à Presidência da República pelo PDT, obtendo 2.538.833 votos. Durante a disputa do primeiro turno, Cristovam criticou duramente o projeto de poder de Lula e do PT, incluindo os recentes escândalos de corrupção, como o Mensalão.

Contradição

Quatro anos depois, para garantir sua reeleição ao Senado, Cristovam apoia a então candidata Dilma Rousseff ao Planalto, onde era visto sempre ao lado dela e de Lula nos comícios e na propaganda eleitoral. Pouco tempo depois, após tomar posse para o seu segundo mandato, o senador sai da base aliada de Dilma, e passa a fazer críticas contundentes ao governo, especialmente na área da educação.

O salvador

Nas eleições de 2018, Cristovam só terá um apoio capaz de garantir a sua vitória ao Senado: José Antonio Reguffe (PDT-DF), eleito senador na última eleição. Contudo, qual será o papel de Reguffe daqui quatro anos? Tudo indica que o jovem senador será candidato ao GDF.

Com a saída de cena dos medalhões (Roriz, Arruda, Frejat etc.), o único nome de peso capaz de derrotar o atual governador Rodrigo Rollemberg seria o de Reguffe, mas a candidatura do senador ao Buriti poderá ser uma imposição do PDT, indo até contra a sua vontade, visando garantir mais 8 anos para Cristovam no Senado, além do partido governar o GDF. Caso o contrário, Cristovam correrá sérios riscos de não ser eleito, pois nomes de peso prometem aparecer na próximo pleito, como, por exemplo, do deputado federal Alberto Fraga (DEM). Detalhe: dessa vez Cristovam não contará com a ajuda do PT.

Cantando a pedra

O PDT-DF, se quiser ser protagonista, em breve sairá da base de apoio de Rollemberg e lançará Reguffe ao GDF e Cristovam ao Senado. Analisando as primeiras impressões – ainda prematuras – do governo Rollemberg, não será difícil Reguffe tira-lo do poder daqui 4 anos.

Da Redação

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