Rollemberg tem 32%; Frejat, 24%; e Agnelo, 19%, aponta pesquisa Ibope

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Instituto ouviu 1.806 pessoas no DF entre os dias 27 e 30 de setembro.
Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (30) aponta o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) com 32% das intenções de voto para governador do Distrito Federal. Em segundo lugar está Jofran Frejat (PR), com 24%, seguido de Agnelo Queiroz (PT), que tem 19%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em seguida aparecem empatados os candidatos Luiz Pitiman (PSDB) e Toninho do PSOL (PSOL), com 3%. Perci Marrara (PCO) teve 0%.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

Rodrigo Rollemberg (PSB): 32%
Jofran Frejat (PR): 24%
Agnelo Queiroz (PT): 19%
Luiz Pitiman (PSDB): 3%
Toninho do PSOL (PSOL): 3%
Perci Marrara (PCO): 0%
– Branco/nulo: 9%
– Não sabe/não respondeu: 10%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. Foram ouvidos 1.806 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 27 e 30 de setembro. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00061/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-0904/2014.

Segundo turno
O levantamento também abordou três cenários de um eventual segundo turno:

– Frejat: 48%
– Agnelo: 28%
– Branco/Nulo: 15%
– Não sabe: 9%

– Rollemberg: 49%
– Frejat: 30%
– Branco/Nulo: 12%
– Não sabe: 9%

– Rollemberg: 57%
– Agnelo: 23%
– Branco/Nulo: 13%
– Não sabe: 8%

Rejeição
A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Agnelo Queiroz tem a maior rejeição, e Rollemberg, a menor:

– Agnelo Queiroz (PT): 49%
– Jofran Frejat (PR): 15%
– Toninho do PSOL (PSOL): 12%
– Luiz Pitiman (PSDB): 11%
– Perci Marrara (PCO): 10%
– Rodrigo Rollemberg (PSB): 6%
– Poderia votar em todos: 7%
– Não sabe/não respondeu: 15%

Avaliação do governo
A pesquisa Ibope também perguntou aos eleitores como eles avaliam a administração do governador Agnelo Queiroz. Para 3%, o governo é “ótimo”; 17% o consideram “bom”; 32%, regular; 15%, “ruim”; e 30%, “péssimo”. Não sabem ou não responderam somaram 4%.

Fonte: G1

No Ibope, Dilma tem 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19%; no Datafolha, 40%, 25% e 20%

Ibope e DatafolhaPesquisas Ibope e Datafolha divulgadas nesta terça-feira (30) mostram que a candidata Dilma Rousseff (PT) continua na liderança isolada, mas sem pontuação suficiente para vencer no 1º turno. A diferença de pontos de Marina Silva (PSB) para Aécio Neves (PSDB) caiu nos dois levantamentos. A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No Ibope, Dilma tem 39%, Marina, 25%, e Aécio, 19%. No Datafolha, Dilma tem 40%, Marina, 25%, e Aécio, 20%. Confira os números:

Ibope (veja a pesquisa completa)
Dilma Rousseff (PT) – 39%
Marina Silva (PSB) – 25%
Aécio Neves (PSDB) – 19%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/nulo – 7%
Não sabe/não respondeu – 7%

SEGUNDO TURNO
– Dilma Rousseff: 42%
– Marina Silva: 38%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 8%

– Dilma Rousseff: 45%
– Aécio Neves: 35%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 8%

– Marina Silva: 38%
– Aécio Neves: 34%
– Branco/nulo: 16%
– Não sabe/não respondeu: 12%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios do país. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, foi realizada entre os dias 27 e 29 de setembro e está registrada no TSE sob o número 00909/2014. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Datafolha (veja a pesquisa completa)
Dilma Rousseff (PT) – 40%
Marina Silva (PSB) – 25%
Aécio Neves (PSDB) – 20%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/nulo – 5%
Não sabe/não respondeu – 5%

SEGUNDO TURNO
– Dilma Rousseff: 49%
– Marina Silva: 41%
– Em branco/nulo/nenhum 7%
– Não sabe: 3%

– Dilma Rousseff: 50%
– Aécio Neves: 41%
– Em branco/nulo/nenhum 7%
– Não sabe: 3%

O Datafolha ouviu 7.520 eleitores em 311 municípios do país. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, foi realizada entre os dias 29 e 30 de setembro e está registrada no TSE sob o número 00905/2014. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.

Fonte: G1

Candidatos ao GDF participam de debate na TV Globo nesta terça-feira

Divulgação

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Perci faz panfletagens; Agnelo vai ao Sol Nascente; Pitiman, a Taguatinga. Toninho, Frejat e Rollemberg passam o dia se preparando para o debate.

Os candidatos ao governo do Distrito Federal participam nesta terça-feira (30) de um debate promovido pela TV Globo. O evento acontece às 21h50, após a exibição da novela Império.

A candidata Perci Marrara (PCO) faz panfletagem pela manhã no CEUB. À tarde ela faz panfletagens nos Correios e na UDF.

O candidato Toninho do PSOL (PSOL) passa o dia se preparando para o debate.

O candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) divulgou apenas a participação no debate da TV Globo.

Luiz Pitiman (PSDB) faz caminhada e panfletagem em Taguatinga Norte durante a manhã.

Agnelo Queiroz (PT) visita famílias do Sol Nascente, em Ceilândia, pela manhã, e se prepara para o debate no restante do dia.

O candidato Jofran Frejat (PR) não divulgou a agenda até as 21h30.

Confira a agenda dos candidatos ao governo do DF nesta terça-feira (30):

Agnelo
10h: Visita a famílias no Sol Nascente – Quadra 100, Conjunto G, Casa 08, Trecho I, Sol Nascente – Ceilândia
14h: Preparação para o debate
22h: Debate dos candidatos ao governo do Distrito Federal na TV Globo

Frejat
Passa o dia se preparando para o debate

Pitiman
09h30: Caminhada e panfletagem no Setor de Oficinas “H” Norte – Taguatinga Norte
22h20: Debate da TV Globo

Rollemberg
22h: Debate entre os candidatos ao GDF promovido pela TV Globo

Toninho
Durante o dia, preparação para o debate
Noite: Debate na TV Globo

Perci
07h30: Panfletagem CEUB
12h: Panfletagem Correios
18h: Panfletagem UDF

Fonte: G1

“A segurança do DF está falida”

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Por Fred Lima

Ex-secretário de Justiça do DF no governo José Roberto Arruda, o advogado Raimundo Ribeiro (PSDB-DF), de 57 anos, tenta retornar à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), onde foi eleito deputado distrital na eleição de 2006. Em 2007, foi convidado pelo então governador Arruda para assumir a recém-criada Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania. Durante sua gestão que durou 18 meses à frente da pasta, Raimundo promoveu várias melhorias. Destaco uma das mais importantes: o seu empenho para a criação da Praça do Cidadão, na estação do metrô da 114 Sul, que reuniu em um mesmo lugar órgãos como Procon, Defensoria Pública, Central de Intérpretes e Libras, Diretoria para Assuntos da Pessoa com Deficiência (DPAD),  Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso e da Pessoa com Deficiência (PRODIDE) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e cursos profissionalizantes para deficientes, facilitando a vida das pessoas que mais necessitam de cuidados. Na entrevista exclusiva concedida ao blog, Raimundo Ribeiro criticou duramente o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) e falou de suas propostas.

A saúde pública é um dos maiores problemas no Distrito Federal. Uma de suas propostas é a implantação do projeto médico na escola e descentralização do atendimento médico, com a criação da saúde cidadã (atendimento domiciliar). Isso ajudaria a resolver parte dos problemas com o atendimento médico?

Sim, pois descentralizar levando o médico para escola e residência do cidadão evita mortes por infecção hospitalar, além de facilitar a vida do cidadão, que ao invés de ter que passar por esperas intermináveis nos hospitais, recebe o médico na sua casa.

Por que a saúde está tão precária no DF?

Por incompetência e má fé desse Governo que se dedica exclusivamente a manchar a história de Brasília com escândalos diários de corrupção.

Uma pesquisa feita pelo DFTrans no ano passado mostrou que mais de 10 mil pessoas estão insatisfeitas com o transporte público no Distrito Federal. Em 2012 foram mais de 15 mil reclamações. Quais são as suas propostas para esta área?

Diminuir a quantidade de veículos nas horas de pico, com mudanças nos horários de funcionamento das repartições públicas. Além disso, exigir transporte público de excelência, com o aumento das linhas de ônibus para que circulem durante 24 horas, lutar pela extensão do metrô e propor punições severas para governantes incompetentes.

Se eleito, o senhor defende a proposta do Projeto Voz Popular, que prevê a criação de um fórum de debates na Câmara Legislativa, com a participação popular e de entidades representativas de diversos segmentos, para a discussão de temas de interesse público. A falta de diálogo dos políticos com a sociedade foi um dos principais motivos que desencadeou as manifestações de junho do ano passado?

Claro que sim. Por isso vamos resgatar a verdadeira função do Legislativo, que deveria ser o palco das discussões dos problemas do DF, apresentando soluções que representem o consenso da sociedade.

Como ex-secretário de Justiça do DF, de que forma o senhor avalia a segurança pública no governo Agnelo, e quais as suas propostas para o setor na CLDF? 

Nunca foi tão ruim. Índices alarmantes de criminalidade, falta de comando decorrente de um Governador que não se faz respeitar por ser um mentiroso contumaz e falta de credibilidade por veementes indícios de práticas criminosas. O resultado só poderia ser esse: uma segurança falida.

Da Redação

Os dois lados extremos da política de Valparaíso

A ex-prefeita Lêda Borges e a atual, Lucimar. Reprodução

A ex-prefeita Lêda Borges e a atual, Lucimar. Reprodução

Por Fred Lima

A oposição valparaisense de hoje não conseguiu se reeleger em 2012 porque não cumpriu todas as promessas feitas na eleição de 2008. A situação de hoje sairá também da prefeitura por não conseguir cumprir as promessas feitas há 2 anos atrás.

Para a oposição de hoje, tudo está ruim e a cidade se encontra em um caos urbano. Para a situação atual, tudo está ótimo e nunca Valparaíso foi tão bem administrado. E assim segue a vida, nessa polarização (PT X PSDB) que tudo promete e se reveza no poder, enquanto o cidadão paga o preço por acreditar que o dia de amanhã pode ser ainda melhor.

Da Redação

Diga aí Arniqueiras, Tatico e Telma, tudo a ver?!?!?!

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Por Francisco Paula Lima Júnior

Quando o ministro Gilmar Mendes declarou recentemente no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a política e o modo de fazer política em Brasília está cada vez mais rasteiro e “rastaquera”, para usar expressão dele mesmo, muita gente não entende e outros o condenaram pela declaração.

O Ministro Gilmar Mendes tem toda razão  

Peguemos como exemplo a região conhecida como Arniqueiras. Ali existe uma candidata, novamente nesta eleição, que se acha a “dona do pedaço”. Este blog já denunciou outras vezes a sua mega estrutura de campanha que uma fonte nos revelou, sob a condição de sigilo absoluto, envolvendo mais de 400 cabos eleitorais remunerados, além de encaminhamentos dos eleitores que visitam o comitê central (cerca de 40 por dia) aos empresários apoiadores da candidata de acordo com o pedido. Material para construção, uma grande loja no SIA, pedidos de empregos, uma importante empresa de Brasília de um ex-político, e cesta básica a um supermercado ali próximo.

Pois bem, para confirmar os personagens da política que cercam e apoiam a candidata Telma Rufino, veja, por exemplo na foto aqui publicada ela sendo “prestigiada” pelo empresário José Tatico. Para quem não conhece a reputação do citado empresário, fizemos rápida pesquisa em um site busca na internet e veja o que encontramos, entre outras:

Trechos de notícias sobre José Tatico:

1 – “Condenado a 7 anos de cadeia em 2010, empresário e ex-parlamentar foi beneficiado pela prescrição da pena por ter completado 70 anos de idade antes de a decisão do Supremo ser publicada”

2 – “O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) cassou o mandato do deputado federal pelo PTB, José Tatico, em representação da Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE/GO). Em 2006, o então procurador regional eleitoral Helio Telho apontou a ocorrência de caixa 2 na campanha do candidato”.

3 – “A Justiça de Goiás tornou indisponível os bens de 12 empresas do Grupo Tatico e de seis integrantes da família que controla o conglomerado, entre eles o deputado federal José Fuscaldi Cesílio (PTB-GO), mais conhecido como José Tatico. Ele é acusado de usar “laranjas” em seus negócios”.

4 – “O dono da rede de supermercados é o deputado federal José Tatico, do PTB, recentemente condenado a sete anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal pelo crime de sonegação fiscal”.

5 – “O Ministério Público Federal requisitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de inquérito contra o deputado federal José Tatico (PTB-DF). A intenção é apurar eventual crime de receptação.

O pedido se baseia no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI do roubo de cargas) que apurou, em todo o país, o crescimento de roubo de cargas transportadas pelas empresas de transportes rodoviários, ferroviários e aquaviários.

No Distrito Federal, descreve o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, as investigações promovidas pela CPMI se iniciaram em maio de 2000, e várias reuniões foram convocadas com representantes de empresas e sindicatos relacionados ao transporte de cargas.

“O então deputado distrital, José Fuscaldi Cesílio, mais conhecido como “José Tatico”, foi relacionado aos supostos roubos de cargas ocorridos na capital do país na qualidade de receptador”, relatou Brindeiro. José Tatico é proprietário de uma rede de supermercados da periferia de Brasília e região do Entorno.

Segundo consta do relatório da CPMI, “as acusações a José Tatico foram feitas por Cléverson Pereira da Cruz, vulgo ‘Paulinho Severino’, ladrão de cargas confesso, que se encontra preso em Brasília. Em seu depoimento, prestado em acareação com o deputado Tatico, Cléverson afirmou ter conhecimento de que as cargas que roubara foram objeto de negociações, em várias oportunidades, emtre José Tatico e Carlos Roberto de Oliveira, vulgo ‘Raul’, intermediário na venda de cargas roubadas, com atuação na região de Uberlândia e no Distrito Federal”.

O texto ainda se refere a um encontro no qual Cléverson acompanhou Raul ao Supermercado Tatico, “onde este recebeu dinheiro do deputado em pagamento de cargas roubadas, entregues no referido supermercado em Ceilândia”.

Fonte: Política Real

Arquirrivais se enfrentam nas urnas

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Por Fred Lima

De um lado Hugo Bites (PT-GO), que representa o poder político da família Bites em Valparaíso de Goiás-GO, onde a atual prefeita, professora Lucimar (PT), é casada com Berilo Leão, que é tio de Hugo. Hugo também é sobrinho do vereador Antônio Bites (PT-GO). Do outro lado Lêda Borges (PSDB-GO), ex-prefeita de Valparaíso, que tenta agora chegar à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, assim como Hugo.

Apesar de não ter sido reeleita em 2012, Lêda ainda tem um capital político forte na cidade, e sua gestão sempre é comparada com a de Lucimar por seus simpatizantes.

Já Hugo é estreante na política valparaisense, mas tem carisma e é muito conhecido na cidade.

A disputa política entre Lêda e Hugo promete ser uma prévia da eleição para prefeito em 2016, caso a tucana não se eleja deputada estadual por Goiás.

Ao que tudo indica, Lêda tentará voltar à prefeitura em 2016, com chances reais de vencer Lucimar, que deve tentar a reeleição.

Da Redação

Debate presidencial foi marcado por embates e perguntas sem respostas

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Por Fred Lima

Quem venceu o debate? A meu ver, não houve vencedores. De um lado, Dilma Rousseff (PT), e, de outro, um batalhão de opositores que atacaram bastante a presidente. O melhor momento de Dilma foi quando questionou Marina Silva (PSB) por ter votado contra a Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), já que a candidata do PSB alega que votou a favor, mesmo indo contra o PT, seu partido na época. Marina deu o troco perguntando sobre a indústria do Etanol, um dos calcanhares de Aquiles de Dilma, pois o setor está em total declínio nos últimos quatro anos. Dilma não respondeu, preferindo explicar questionamentos que foram levantados por outros candidatos em perguntas anteriores.

Aécio Neves (PSDB) atacou Dilma por diversas vezes, usando o escândalo da Petrobras e o suposto depoimento do delator Paulo Roberto Costa, conforme noticiado pela revista Veja desta semana, onde teria afirmado que a campanha da então candidata Dilma tinha pedido dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras na eleição de 2010. Em resposta, Dilma assegurou que nunca nomeou nenhum “engavetador-geral da República” (nome dado ao ex-procurador-geral da República no governo FHC, Geraldo Brindeiro), e que seu governo e do presidente Lula deram total liberdade para a Polícia Federal investigar e prender.

Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) fizeram o papel de compadres, atacando Dilma com perguntas feitas um para o outro. Levy polemizou ao atacar duramente os homossexuais, em resposta à pergunta feita por Luciana Genro (PSOL) sobre o tema. A forma estúpida como se referiu aos homossexuais não é compatível com quem almeja ser o representante de todos os brasileiros.

Eduardo Jorge (PV), como em todos os debates, mostrou seu lado cômico ao perguntar sorrindo para Luciana Genro “se pudesse ser presidente” o que faria com a precificação do carbono. Luciana não gostou da ironia de Eduardo Jorge e disse que poderia sim ser eleita.

Eu aponto a pior candidata entre todos os candidatos: Luciana Genro. Radical, libertária, puritana e utópica, Luciana passa a impressão de despreparo total para exercer a Presidência da República no atual sistema político em que vivemos. Se o Brasil um dia se tornar comunista, com certeza ela estaria preparada. Atualmente, jamais.

Mais um debate foi realizado e acredito que os candidatos não conseguiram convencer os eleitores indecisos. Só que na falta de opção, o povo pode pensar: Vamos de Dilma mesmo!

Da Redação

Mudanças na Política e Avanços Sociais

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Bacharel em Filosofia, Mestre e Doutor em Literatura todos pela UnB.

Por Luiz Reis

Será que estamos diante de uma mudança na Política? E que mudança seria desejada? Estas perguntas rondam todas as conversas dos interessados pela política e pelos rumos que ela toma nos dias atuais. Perguntas de difícil resposta, já que envolvem uma percepção da existência ou não da mudança e quais os fatores que se configuram como seus principais vetores. Investigar estas duas perguntas se apresenta então como o objetivo deste artigo. Inicia-se assim a coluna mensal ContraVisão, que vai sempre analisar questões da atualidade Política e Social com um aporte filosófico e literário como referência.

“Quais os grupos de sensações que dentro de uma alma despertam mais rapidamente, tomam a palavra, dão as ordens: isso decide a hierarquia inteira de seus valores, determina por fim a sua tábua de bens” Nietzsche. Além do bem e do mal. O filósofo aponta para uma escolha física corpórea que determina os valores e escolhas de um indivíduo. Nietzsche aponta que a escolha racional não é um fator decisivo nesta escolha, mas que as sensações seriam as determinantes.

Uma mudança na perspectiva política envolveria então uma mudança nas sensações. Mais do que uma teoria ou um conceito formado, seriam as sensações que determinam uma escolha política ou uma alteração nas necessidades que aparecem como prioridade. O signo da mudança é determinado por percepções que passam por necessidades e anseios, e é ai que deve ser procurada uma orientação para entender a ideia de mudança que ronda as preferências do eleitorado e que é interpretada de forma difusa pelos comentadores da nossa vida eleitoral.

Uma breve olhada para os indicadores sociais mostra uma melhora considerável, principalmente se olharmos para o que se convenciona chamar de classe C. Existe uma inclusão que vai do ensino superior ao consumo de eletrodomésticos. O mercado atual, que se caracteriza por uma situação de pleno emprego, tem uma inclusão sem precedentes na história recente. Uma mudança social que provoca uma mudança de sensações ou sensações que se configuram em uma nova realidade social materializando-se em anseios e críticas ao sistema político.

Assim as perspectivas de parte considerável de grande parte do eleitorado muda consideravelmente. Se olharmos para os mais jovens, onde o clamor de mudança é real e perceptível, vemos um questionamento de situações históricas de problemas em transporte, saúde e educação sendo atacados de frente. Politicas de inclusão da população negra, dos grupos LGBTs e dos movimentos sociais muda a cara das universidades, dos serviços públicos e agora também da vida política.

A recente caída de Marina Silva nas pesquisas pode ser interpretada pela incapacidade da candidata de se mostrar firme em relação a estes dois vetores. Uma visão social ambígua e pouco firme custam cada vez mais votos para a candidata, justamente em grupos jovens identificados com a mudança. Já a presidenta Dilma, depois de um governo de forte apelo social, parece bem à vontade para defender mais políticas inclusivas e ampliação de direitos. Este parece um fator importante para entender o momento atual, em que o aparentemente conservador eleitorado brasileiro parece não engolir mais alguns dos pilares do discurso conservador tradicional.